CP: Vilaverdense FC, 8 – Câmara de Lobos, 0: Barrigada de golos

Publicado por em 27 Novembro, 2017

Vilaverdense festeja mais um golo.

A união da equipa após mais um golo.

Em jogo a contar para a jornada 11 do CP, o Vilaverdense FC venceu, de forma folgada, no Cruz do Reguengo, a formação madeirense do Câmara de Lobos, por contundentes oito golos sem resposta. A formação de António Barbosa soube transformar este jogo em facilidade com uma entrada muito forte que lhe permitiu, ao minuto cinco de jogo, já estar a vencer por dois a zero.

A história desta partida ficou definida bem cedo. Uma entrada forte e segura da formação da casa, com dois golos de rajada, autoria de Pedro Lemos, logo aos dois minutos, com um bom remate de fora da área e o segundo, com uma peitada de Zé Pedro, em cima do minuto cinco, foram o tónico perfeito para que o Vilaverdense não passasse por aflições e, partisse para uma exibição de encher o olho e com muitos golos.

Apresentando de início a mesma equipa que alinhou na semana passada, em Vizela, em jogo a contar para a Taça de Portugal, o Vilaverdense mostrou desde o apito inicial uma dinâmica de jogo fenomenal, com uma capacidade de fazer girar a bola e com isso desposicionar a equipa contrária que logo após estes dois golos no arranque, ficou a sensação de que o jogo podia dar uma goleada. E deu mesmo.

Era bem perceptível que estes dois golos não saciavam a fome do Vila e a intensidade sobre a bola era tal que a formação do Câmara de Lobos, nunca conseguiu, na primeira parte, ser um incómodo, por seu turno o Vila persistia na sua incessante luta em direcção à baliza de Marco Jesus, guarda-redes da formação contrária. O ritmo imposto pelo Vila era tremendo: Ahmed, Rafa Miranda, André Soares e Zé Pedro, não davam tréguas e à passagem do minuto 20, Malásia, jogador do eixo central dos madeirenses, na ânsia de cortar um passe com mel de Rafa Miranda para Zé Pedro, fez autogolo e ao marcador chegava o terceiro da equipa da casa. Por esta altura chegou a pensar-se que o Vila iria tirar o pé do acelerador, nada disso, os donos da casa não estavam para brincadeiras e o corrupio atacante continuava, sempre constante e sem grandes abrandamentos.

Este jogo era uma demonstração de força, querer e vontade do Vilaverdense e ao minuto 41, foi a vez de Ahmed (que voltou mostrar alguns traços do Ahmed da época passada), que inscreveu o seu nome na lista dos marcadores, ao fazer o quarto tento, nos entre-tantos, o árbitro da partida, o Sr. José Rodrigues, fez vista grossa (muito grossa mesmo) a um lance no qual o guardião contrário derrubou Zé Pedro, fora da área, quando este já o contornava, o árbitro, vá se lá saber porquê, viu carga de ombro numa clara obstrução (que suporia o cartão vermelho e consequente expulsão do guarda-redes contrário), seguramente, problemas de visão estarão na análise desta situação, pois só assim se explica este erro (mais um das equipas de arbitragem em prejuízo do Vilaverdense).

Ao intervalo o Vila vencia por quatro a zero e, em função daquilo que o jogo foi, o resultado até podia, nesta altura, ser um pouco mais dilatado.

A segunda parte trouxe mexidas em ambas as equipas, dizer também que Luís Pestana, treinador da equipa forasteira, já tinha mexido na sua equipa no decorrer da primeira parte. António Barbosa colocou André Salvador no lugar de Ibraima Só que, recorde-se, na semana passada, tinha terminado o jogo em claras dificuldades físicas.

O recomeço do jogo fez-se novamente com o Vila a querer impor um ritmo alto e com a equipa a ter um só objectivo: a baliza contrária. Do outro lado, o Câmara de Lobos tentava, sem grande sucesso, contrariar esta forma de jogar do conjunto da casa e aos 55 minutos, novamente Zé Pedro, voltou a fazer o gosto ao pé (neste caso à cabeça), estava feito o quinto e já se tinha uma certeza, o resultado iria atingir contornos bem expressivos.

Como se nada fosse, como se ainda estivesse tudo empatado sem golos, o Vila seguia a sua luta e até ao sexto golo falhou três excelentes oportunidades para o marcador voltar a mexer.

Com o avanço dos minutos, António Barbosa optou por explorar outras soluções, tirou do jogo Rafa Miranda e para o seu lugar entrou Elísio, passados poucos minutos, tirou Latyr e colocou Joel Silva, estes dois elementos, que refrescaram a frente de ataque, trouxeram do banco ainda mais fome do que aqueles que estavam dentro do terreno de jogo já tinham e isso fez o resultado avolumar. Joel Silva, após uma excelente acção de combinação e depois de um bom desempenho individual, sentou dois contrários e atirou a contar. Estava feito o sexto, talvez o melhor golo da tarde. Elísio não lhe quis ficar atrás e marcou o sétimo e ainda houve tempo para o árbitro assinalar uma grande penalidade. O avançado Joel Silva foi derrubado na área, após outra excelente iniciativa individual, e Ahmed, com classe e sem dar hipóteses ao guarda-redes, bateu sem contemplações e fechou as contas do jogo. Aos 80 minutos ficava fechado o resultado nuns contundentes 8-0.

Duas notas finais: a primeira vai direitinha para a formação do CSD Câmara de Lobos, um projecto que inclui 23 jogadores, com 19 deles formados no clube e mais quatro oriundos do Funchal, merece ser estimulado e apoiado. Naturalmente que este resultado é muito pesado, mas a formação de Luís Pestana foi digna do primeiro ao último minuto e nunca abdicou da sua forma de estar e de jogar e no fim, o seu treinador, deu conta que este resultado serve para aprender e para a equipa ganhar ainda mais força; a segunda nota vai para o Vilaverdense pela forma como a equipa jogou, se apresentou e respeitou a equipa contrária. Com um resultado tão volumoso poderia existir a tentação de se entrar por campos que não dignificam ninguém e a equipa de António Barbosa soube ser uma grande equipa, na verdadeira acepção da palavra.

Para terminar, dizer que este resultado, não deixa margens para dúvidas, espera-se agora que a equipa do Vilaverdense FC possa dar continuidade, fora de portas, a esta excelente exibição. Segue-se uma difícil, longa e fria deslocação até ao terreno das Minas do Argozelo.

Local: Estádio Cruz do Reguengo

Árbitro: José Rodrigues (AF Porto)

Vilaverdense FC:

Pedro Freitas, Pedro Lemos, Nené (cap.), Rafael Vieira e Henrique Gomes; Ibraima Só (André Salvador, 46’), Latyr Fall (Joel Silva, 64’) e Ahmed Isaiah; Rafa Miranda (Elísio, 58’), André Soares e Zé Pedro;

Treinador: António Barbosa.

CSD Câmara de Lobos:

Marco Jesus, Marco Nunes (cap.) (Ricardinho, 46), Malásia, Lino Graça e Célio Reis (Duarte Silva, 74’); Ricardo Fernandes, Celsinho e Luis Duarte; Ângelo, Inácio e Adriano (Valter, 40’)

Treinador: Luís Pestana.

Disciplina:

Amarelos:

Vilaverdense FC: Nada a registar;

Câmara de Lobos: Marco Nunes (23’) e Ricardo Fernandes (26’);

Vermelhos:

Nada a registar.

Golos: (1-0) Pedro Lemos, 2’; (2-0) Zé Pedro, 5’; (3-0) Malásia (ag), 20’; (4-0) Ahmed Isaiah, 41’; (5-0) Zé Pedro, 55’; (6-0) Joel Silva, 70’; (7-0) Elísio, 77’ e (8-0) Ahmed Isaiah, 80’;

Prémio Melhor em Campo VFC / Bola P’ra Frente: Zé Pedro, Pedro Lemos e Ahmed Isaiah.

© Fotos: Bola P’ra Frente

SALA DE IMPRENSA:

António Barbosa (Vilaverdense FC)

Luís Pestana (CSD Câmara de Lobos)

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