TP: Vilaverdense, 2 – CC Taipas, 3: O sonho morreu à nascença.

Publicado por em 9 Setembro, 2018

Repetir a o feito histórico da época passada não se adivinhava fácil, mas o Vilaverdense tinha condições para passar a primeira eliminatória. Passado quase um mês, Vila e Taipas voltaram a encontrar-se no Cruz do Reguengo, num jogo com história totalmente diferente, mas onde a equipa da casa voltou a pagar um preço muito caro pelos muitos erros cometidos.

O jogo disputou-se debaixo de algum calor, porque o verão apesar de estar na reta final, ainda se faz sentir em território português. O relvado do Cruz do Reguengo apresentou-se bem melhor ontem, quando comparado com o primeiro jogo do campeonato que colocou em confronto estas duas equipas. Ainda assim, continua a apresentar algumas irregularidades que o impedem de estar nas condições ótimas para a prática do futebol.
O encontro iniciou-se numa toada morna. O Vilaverdense procurou tomar a iniciativa atacante, mas sentia grandes dificuldades na construção das jogadas, porque a equipa do Taipas apresentou uma estratégia que consistia em povoar o seu meio-campo.
À passagem do primeiro quarto de hora, o Vila conseguiu adiantar-se no marcador de bola parada, na cobrança de um livre direto superiormente executado por Pedro Pereira. O golo teve o condão de tranquilizar os jogadores da casa, pois, nos minutos seguintes ficou a ideia que a bola já não “queimava” tanto nos pés dos homens que vestiam de verde.
No entanto, isso não impediu o CC Taipas de reagir ao golo, esticando mais o seu jogo para zonas mais adiantadas, algo que até aí os visitantes não lograram conseguir.
Aos 24 minutos, o CC Taipas viria a chegar ao empate, também na marcação de um livre, num lance em que o guarda-redes Marcos, chamado à titularidade neste jogo de Taça, poderia ter feito algo mais, não obstante a boa cobrança de Tiago Carneiro.
Animado com o tento do empate, o Taipas continuou a crescer no jogo, tentando ir à procura do segundo golo.
Mas aos 35 minutos, um erro no passe de um jogador forasteiro fez com que a bola sobrasse para Paulinho, este ficou isolado, mas o guarda-redes saiu rápido, gorando-se assim uma das melhores oportunidades para o Vila na primeira parte.
Antes do intervalo, novamente após uma recuperação no meio-campo, Aldair correu como uma flecha apontada à baliza adversária e rematou forte e colocado para o segundo golo, fazendo a cambalhota no marcador
O Vila saiu para as cabines em vantagem, apesar do equilíbrio evidenciado pelas equipas, a eficácia premiou os da casa.

A segunda parte trouxe um CC Taipas mais afoito, com ligeiro ascendente. Aos 6 minutos, Tiago Carneiro de livre, atirou ao poste.
Nos primeiros quinze minutos, o Taipas foi aparecendo com frequência no último terço do terreno, aproveitando alguns espaços concedidos pela equipa do Vilaverdense.
O treinador do Taipas lançou Kanu, aos 10’, e este agitou o jogo no flanco direito.
O Taipas haveria de restabelecer a igualdade aos 18’, novamente por Tiago Carneiro e de bola parada, na transformação de um penalti.
Depois do golo do empate, o jogo ficou novamente repartido, com o Vila a conseguir sacudir a pressão.
Aos 70 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Kiko apareceu ao segundo poste e quase marcou. O jogo manteve-se equilibrado até final e já se antevia o prolongamento. Quase em cima dos noventa regulamentares, o Vila teve nova ocasião para carimbar o passaporte para a eliminatória seguinte, quando Paulinho rematou rente ao poste.
Diz o ditado que quem não marca se arrisca a sofrer e o impensável aconteceu no último minuto dos descontos. Num lance confuso na área do Vila, em que a defesa e o guarda-redes ficam muito mal na fotografia, o avançado Miguel desferiu o golpe de misericórdia, marcando o terceiro golo.
Não houve mais tempo, nem força anímica, para que o Vila pudesse remediar o mal que foi feito e, assim, a ambição de repetir, esta temporada, uma boa participação na Taça ficou gorada.
No final do encontro, destaque para as declarações de André Cunha que disse: “no futebol há coisas que não podem acontecer”.

 

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Cruz do Reguengo

ÁRBITRO: Bruno Costa

VILAVERDENSE FC: 

Marcos, Kiko, Miguel Almeida, Nené e Casal (Rui Neves, 65); Paulinho, Filipe Meneses e Aldair; Gabi, Pedro Pereira e Campinhos.

TREINADOR: André Cunha;

CC TAIPAS:

Paulinho, Bebé, Macedo (Amadi, 83′), Lomba e Armando; Pato Cabrera, Jota (Rodilson, 63′) e China; Tiago Carneiro, Maka (Kanu, 55′) e Miguel;

TREINADOR: António Carvalho;

Disciplina 

Amarelos:

Vilaverdense FC: xxx’;

CC Taipas: Jota, 26′; Rodilson, 34′; Júlio, 37.

Golos: (1-0) Pedro Pereira, 15′; (1-1) Tiago Carneiro, 24′, (2-1) Aldair, 45′, (2-2) Tiago Carneiro, 63′; (2-3) Miguel, 90+5.

Melhor em campo: Pedro Pereira

 

© Fotos: Facebook Oficial Vilaverdense FC / BPF.

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