TP: Braga sem chama.

Publicado por em 27 Fevereiro, 2019

O SC Braga saiu derrotado do Estádio do Dragão, por 3-0, em jogo a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Com este resultado, a final do Jamor passa a miragem e só uma hecatombe poderá alterar o rumo desta eliminatória.

Wilson Eduardo, o melhor do Braga neste jogo.
Wilson Eduardo, o melhor do Braga neste jogo.

Não há como esconder, o SC Braga está em crise. Atravessa uma fase menos positiva e tem, neste momento, que arranjar forma de inverter o caminho para segurar a sua posição no pódio da Primeira Liga.

A juntar à eliminação nas meias-finais da Taça da Liga, há que acrescentar este resultado, no mínimo, comprometedor, para a Taça de Portugal e fixar o pensamento na luta pelo terceiro lugar pois, sejamos honestos, o segundo está muito difícil (para não dizer impossível) de alcançar.

O jogo da meia-final da Taça de Portugal surgiu no meio de uma crise que começou em Alvalade (no que a resultados diz respeito, porque em jogo jogado, o problema é anterior), continuou com a receção ao Belenenses e explodiu neste embate que era tido como um teste de fogo e uma boia de salvação. Em três jogos o Braga sofreu oito golos e não marcou nenhum. Por si só, motivo de alarme.

É sabido que a equipa arsenalista ambiciona a conquista de títulos e, sendo certo que no campeonato esse objetivo não é fácil de alcançar, é por via das Taças (da Liga e de Portugal) que o caminho se orienta para esse fim. Só que o Braga, depois de ter perdido a possibilidade de jogar a final da Taça da Liga na Pedreira, com esta derrota no Dragão, passar a ter o Jamor como miragem e assim, esbate o sonho de toda uma legião.

O jogo contra o Porto era tudo menos fácil. A formação de Sérgio Conceição voltou a recuperar o ânimo e está novamente com uma dinâmica de vitória que lhe permitiu encarar esta partida com outro ânimo. Sabedor disso mesmo, Abel Ferreira, optou por apresentar uma equipa com cuidados redobrados e reforçou o miolo com Palhinha, que surgiu ao lado de Claudemir, fazendo avançar Fransérgio alguns metros no terreno. A lesão de Goiano fez Esgaio recuar no terreno, Wilson Eduardo (o melhor do Braga) ocupou a vaga deixada em aberto na direita e Ricardo Horta surgiu pela esquerda, enquanto Dyego Souza ocupou a posição mais avançada no terreno.

Já o Porto, apresentou de início algumas surpresas, principalmente na linha de ataque, pois Adrián Lopéz e Fernando Andrade apareceram como titulares e no banco, Sérgio Conceição, tinha Casillas, Máxi Pereira, Militão, Danilo, Marega, Soares e Brahimi. Um banco de luxo, para salvaguardar qualquer contratempo.

O Braga até entrou bem no jogo, a importunar o FC Porto, com dinamismo que já não se via há algum tempo. Esta forma de jogar, solta e com qualidade durou até ao golo portista, ao minuto 37, o Braga teve sempre a partida equilibrada, o Porto com mais posse de bola, consentida pelo Braga, mas como o miolo estava bem povoado e Fransérgio surgia sempre a confundir a marcação portista, a ideia que se tinha era que sempre que a equipa minhota acelerava o jogo, conseguia importunar os donos do terreno.

O Braga chegou mesmo a ter várias situações, por intermédio de Ricardo Horta (talvez o elemento que esteve pior neste jogo, tudo o que fez foi inconsequente), Fransérgio e Wilson Eduardo, que podiam ter mudado o rumo do jogo, mas na hora da decisão, os jogadores não foram assertivos e o perigo gorou-se.

Por seu lado, o Porto, com a bola nos pés e com Oliver Torres em grande plano, construía com calma, sem correr riscos e sem sequer se sentir incomodado com as ocasiões que o Braga criava e o golo obtido, num pontapé de penalti escusado, cometido por Marafona (que também fica mal na fotografia deste lance), deram aos atuais campeões nacionais, um tónico que se veio a revelar fatal para o Braga.

Este primeiro golo portista fez mossa e psicologicamente, a formação arsenalista, além de ter ficado afetada, não conseguiu superar o golpe e deixou de ter capacidade de incomodar Fabiano, à exceção de um lance ao minuto 53, com o guardião azul e branco a fazer uma soberba intervenção a remate de Dyego Souza.

Este momento, que poderia ter relançado o Braga, foi a única grande oportunidade construída pela formação de Abel Ferreira.
Muito curto para quem ambiciona títulos. Após este lance, bem gizado pelo Braga, o Porto reassumiu o comando do jogo e Soares (que havia rendido Fernando Andrade ao intervalo), ao minuto 62, fez o 2-0. A vida ficava mais complicada para as cores minhotas. Daqui para a frente, tudo foi muito sofrível e as alterações introduzidas por Abel, não surtiram nenhum efeito.

O jogo caminhava de forma penosa para o fim, com o Porto a trocar a bola a seu belo prazer sem ser incomodado pelo Braga. A partida corria lenta até que ao minuto 90+3, Brahimi, num momento de pura inspiração, fez o terceiro golo e deu machadada quase final nesta eliminatória.

Em abril, tudo se vai decidir, mas para se poder sonhar com o Jamor, o Braga terá que fazer uma exibição perfeita e o Porto terá que estar em dia não. No fundo, terá que ser um momento de sonho para uns e de pesadelo para outros e todos sabemos, que isso raramente acontece…

FICHA DO JOGO:

ESTÁDIO: doDragão (Porto).

ÁRBITRO: João Pinheiro (AF Braga).

FC PORTO:

Fabiano, Manafá, Felipe, Pepe e Alex Teles; Herrera, Oliver Torres e Otávio (Danilo, 78’); Jesus Corona, Fernando Andrade (Soares, 46’) e Adrián Lopéz (Brahimi, 81’).

TREINADOR: Sérgio Conceição.

SC BRAGA:

Marafona, Ricardo Esgaio, Bruno Viana, Raúl Silva e Sequeira; Palhinha (Ryller, 67’), Claudemir e Fransérgio; Wilson Eduardo, Ricardo Horta (Murillo, 67’) e Dyego Souza (Paulinho, 73’).

TREINADOR: Abel Ferreira.

DISCIPLINA:

AMARELOS

FC PORTO: nada a registar

SC BRAGA: Marafona, 31’.

VERMELHOS: Nada registar

GOLOS: (1-0) Alex Teles, 37’; (2-0) Soares, 62’.


MELHOR EM CAMPO EQUIPA BP’F:  Wilson Eduardo.

© Fotos: Facebook Oficial Sporting Clube de Braga 

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