Taça da Liga: empate na Luz deixa tudo em aberto

Publicado por em 21 Setembro, 2017

Já restam muito poucas dúvidas de que a Taça da Liga é uma prioridade em Braga, ou não fosse a Final Four disputar-se, precisamente, em Braga.
Tal como Abel Ferreira já fez questão de dizer, este Braga 2017/18 está a pagar a “fatura” do 5.º lugar da época passada com juros. Pois, a juntar a duas pré-eliminatórias no acesso à fase de grupos da Liga Europa, vimos o Braga a ter de discutir também o acesso à fase de grupos da Taça da Liga e a disputar a mesma sem o estatuto de cabeça-de-série. Algo a que os bracarenses não estavam habituados.

A verdade é que o Braga tem conseguido ultrapassar os sucessivos obstáculos, sempre em esforço, quase sempre colocado em desvantagem durante parte de cada um desses jogos.
Ontem não foi diferente, o jogo acabou melhor do que começou. O empate a 1-1 alcançado no terreno do cabeça-de-série do grupo, Benfica, abre uma excelente janela de oportunidade aos arsenalistas para discutirem a liderança, pois daqui para a frente, cada um vai jogar uma partida em casa e outra fora. E ainda que Vitória de Setúbal e Portimonense sejam adversários a ter em conta e, igualmente, com legítimas aspirações.
Tal como era expectável, Rui Vitória e Abel Ferreira fizeram bastantes alterações nos respetivos escalonamentos iniciais. Talvez por força de duas derrotas nos dois compromissos anteriores e alguma contestação dos adeptos, o Benfica entrou forte no jogo, com vontade de o resolver cedo e assim se reconciliar com a sua falange de apoio, que ontem foi pouco numerosa. O Braga nos instantes iniciais apresentou-se como no jogo recente com o Hoffenheim, coeso defensivamente, linhas juntas, tentando refrear o ímpeto adversário, ainda que com pouca capacidade de sair em transição ofensiva.
Mas mais uma vez a defensiva borrou a pintura. Na marcação de um livre descaído sobre a direita, Filipe Augusto cruzou para a área, Jardel ao segundo poste cabeceou para o coração da grande área, mas o alívio de bola foi parar ao pé direito de Jiménez, que aos 11 minutos fuzilou autenticamente André Moreira, ontem chamado pela primeira vez à titularidade.
A reação bracarense não tardou e as equipas trocaram de “chip”. O Braga passou a ter iniciativa de jogo, o Benfica ficou na expectativa e abrandou o ritmo depois da obtenção do golo. Aos 17 minutos João Carlos Teixeira deixou um aviso, ao rematar por cima da barra. Aos 20 Hassan chegou ligeiramente atrasado e não conseguiu emendar um desvio de cabeça de Danilo, servido por um cruzamento de JCT. O Benfica respondeu em contra-ataque, quando Rafa apareceu desmarcado pela meia-esquerda, André Moreira com uma saída a fazer lembrar o lance de Matheus na meia-final, em 2016, quase permitia ao antigo avançado bracarense dilatar a vantagem.
O primeiro tempo acabou com o Braga em claro ascendente no jogo.
Porém, a segunda parte começou tal como a primeira. O Benfica novamente mais afoito e melhor organizado a meio-campo, impediu que o Braga construísse jogadas de ataque nos primeiros dez minutos. Mas aos 56’ a barreira benfiquista foi transposta e através de uma boa jogada pela esquerda, uma vez mais o irrequieto JCT desequilibrou e desmarcou Hassan na área, o egípcio rodou sobre si próprio e rematou forte para defesa apertada de Júlio César, mas Xadas não aproveitou a recarga e cabeceou por cima da barra. Aos 65’, o mesmo Hassan rodeado por três defesas do Benfica, rematou ligeiramente ao lado.
Estava dado o mote para o que viria a acontecer aos 68’. Num pontapé de canto bem batido por Jefferson no lado direito, Ricardo Ferreira apareceu rápido e determinado na zona de finalização, cabeceando com estrondo, e mais alto do que toda a gente, para o golo do empate.
Após o tento bracarenses, o jogo ficou “partido”, pois o Benfica voltou ao jogo e Rui Vitória municiou toda a sua artilharia, fazendo entrar Jonas e Pizzi. O Braga perdeu alguma posse de bola, mas não desistiu de atacar, tornando-se a partida numa toada de parada e resposta. Ainda assim, a última grande ocasião de golo da partida surgiu no segundo minuto dos descontos, quando Jonas rematou forte e colocado ao canto direito da baliza bracarenses, mas o estreante André Moreira respondeu com a defesa da noite.
O resultado ajusta-se perfeitamente aquilo que se observou ao longo do jogo. No final do encontro verificou-se uma confusão com Paulinho e Samaris, tendo ambos sido admoestados com cartão amarelo. Refira-se que a atuação do árbitro Bruno Esteves roçou a mediocridade no capítulo disciplinar, caracterizando-se por uma evidente dualidade de critérios. Foram várias as situações de jogo em que as faltas eram merecedoras da amostragem de cartão, mais para o lado do Benfica e em particular para o grego Samaris.

Ficha de Jogo:

Estádio: Luz;

Árbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal);

SL Benfica:

Júlio César; André Almeida (cap.), Jardel , Rúben Dias e Eliseu; Felipe Augusto (Jonas, 74′), Samaris, Krovinovic e Rafa (Pizzi, 83′); Gabriel (Zivkovic, 63’) e Jiménez;

Treinador: Rui Vitória;

SC Braga:

André Moreira; Esgaio , Ricardo Ferreira (cap.), Bruno Viana e Jefferson; Danilo (Vukcevic, 59′), Fransérgio, Xadas (Paulinho, 80’) e João Carlos Teixeira; Ricardo Horta (Fábio Martins, 59’) e Hassan;

Treinador: Abel Ferreira;

 

Disciplina:

Cartões Amarelos:

SL Brenfica: Samaris, n/d’;

SC Braga: João Carlos Teixeira e Paulinho, n/d’;

Golos:

(1-0) Jiménez, 11’; (1-1) Ricardo Ferreira, 68’;

Prémio Melhor em Campo SCB / Bola P’ra Frente: Ricardo Ferreira.

© Fotos: Página Oficial SC Braga

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