CPP: Sofrer para vencer

Publicado por em 30 Setembro, 2017

André Soares festeja o golo da vitória.

O Vilaverdense FC recebeu o Arões SC, em casa, e teve de suar para vencer, por dois a um, a bem organizada e aguerrida equipa fafense que se colocou na frente mas não aguentou a melhor segunda parte da equipa comandada por António Barbosa, num jogo nem sempre bem jogado.

O Cruz do Reguengo foi palco, em tarde de reflexão eleitoral, que parece que influenciou sobremaneira a equipa de António Barbosa, de um jogo morno, sem grande chama e que não cativou, pois a formação da casa, que tinha de ser a municiadora das despesas deste jogo, nunca esteve próximo daquilo que já se lhe viu fazer e que todos sabemos que é capaz de executar.

A toada começou com o Vila a querer impor o seu ritmo e até ao minuto dez, a equipa que neste jogo surgiu de branco, deu mostras de querer decidir o destino deste jogo bem cedo só que a formação do Arões, que sabia bem ao que vinha, não se importou de ver os da casa iniciarem o jogo de forma mais intensa e soube aguentar as primeiras investidas para aos poucos, com naturalidade e tranquilidade, equilibrar a contenda e a partir daí, fruto da sua estratégia e forma de jogar, começar a criar perigo no reduto mais recuado da equipa da casa e não foi de estranhar que antes do golo, numa típica jogada de contragolpe, o perigo surgisse junto da baliza de Pedro Freitas.

Aos poucos a equipa de Eduardo Pereira foi ganhando ascendente e o golo surgiu após uma sequência de cantos, primeiro na esquerda e de seguida na direita, e foi a partir deste último que Fausto centrou para que o central Rampa, nas costas dos defesas, abrisse o ativo. Estava feito o primeiro golo e o gelo caía nas bancadas. Nesta altura, minuto 18 de jogo, era notório que o Vila não estava bem e que o Arões estava a conseguir saber tirar proveito do venoso contra-ataque que estava a colocar em campo e ao minuto 33, o segundo golo para os forasteiros não surgiu porque Gil não tinha a mira calibrada. Neste momento o Vila era uma miragem e as dificuldades que a equipa tinha em encontrar o rumo eram evidentes, mas tudo poderia ter ficado diferente se na melhor jogada dos donos da casa nos primeiros 45 minutos, João Carneiro, que se isolou bem pela esquerda, não tivesse cruzado a bola forte demais para o centro da grande área fafense e assim a primeira parte chegou ao fim com vitória parcial dos forasteiros mas com o Vila a cercar a área contrária.

O segundo tempo foi de total domínio do Vilaverdense mas o acerto andava longe daquilo que era pretendido e logo aos cinco minutos da etapa complementar, António Barbosa, técnico dos homens da casa, mexeu na equipa, percebia-se que o homem do leme não estava satisfeito e queria mais dos seus jogadores, por seu turno, o Arões, confortável com a vantagem no marcador, entregava a gestão da bola ao Vila e procurava, com um bloco sólido, fechar as linhas da sua baliza. O que era também notório era que o Vila estava longe das grandes tardes que já nos proporcionou, mas continuava, persistente, à procura de dar a volta ao resultado e após excelente jogada de André Soares, Joel Silva à boca da baliza, falhou por pouco a emenda de cabeça, este era se calhar o sinal que a equipa precisava e que teve o condão de dar mais crença aos donos do terreno. Passados alguns minutos, André Soares voltou a fazer uma excelente jogada e o seu remate obrigou Rui Lopes a fazer uma excelente defesa, enviando a bola para canto. Do canto surgiu o empate, bola colocada para a quina da pequena área, e Joel Silva, à ponta de lança, não deu hipóteses aos forasteiros, estava feito o empate e com 20 minutos pela frente, tudo era possível. E foi, o Vila acreditou, foi para cima e quase no fim, minuto 86, uma boa arrancada de Elísio, que foi até à linha de fundo cruzar atrasado encontrou André Soares ao segundo poste e este, sem apelo nem agravo, fuzilou a baliza contrária, estava feita a reviravolta e resultado final.

No fim do jogo, os três pontos eram mesmo a melhor notícia pois a partida ficou longe de ser bem jogada e se por um lado António Barbosa disse que a sua equipa tinha obrigação de dar mais e ter outra atitude, já Eduardo Pereira, treinador do Arões, referiu que a sua equipa luta com armas desiguais, mas que vai estar em todos os jogos com vontade de vencer.

Ficha de Jogo:

Local: Estádio Cruz do Reguengo;

Árbitro: Bruno Costa (AF Braga);

Vilaverdense FC:

Pedro Freitas, Rafael Vieira, Ibraima, Joel Silva (Tanela, 69’), André Soares, Pedro Lemos, Rafael Miranda (Zé Pedro, 53’), Nené (cap.), Latyr Fall (Elísio, 59’), João Carneiro, Ahmed Isaiah;

Treinador: António Barbosa;

Arões SC:

Rui Lopes, Emanuel, Gutti (Lapinha, 61’), Zezinho (cap.), Marcos, Barbosa, Miguel (Renan, 63’), Fred (Pato, 70’), Gil, Fausto, Rampa;

Treinador: Eduardo Pereira;

Cartões Amarelos:

Vilaverdense FC: Latyr Fall, 57’; Ibraima, 90’;

Arões SC: Lapinha, 75’; Marcos, 86’; Pato, 88’;

Cartões Vermelhos: nada a assinalar;

Golos: (0-1) Rampa, 19’; (1-1) Joel, 67’; (2-1) André Soares, 86’;

Prémio Melhor em Campo VFC / Bola P’ra Frente: Rafael Vieira

Sala de Imprensa

António Barbosa

Eduardo Pereira

© Fotos: Salomé Pessoa

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