I LIGA: Quase que o Braga voltava a ganhar ao Porto

Publicado por em 31 Março, 2019

Dyego Sousa e Paulinho festejam o golo da vitória do Braga marcado por Wilson Eduardo.
Dyego Sousa ficou em branco após a estreia como internacional AA por Portugal.

Quase que o Braga voltava a ganhar ao Porto, quase que o Braga voltava a lutar pelo título nacional. Foi mesmo quase desta que, nos lances de dúvida, o Braga não saiu prejudicado frente a um dos crónicos na luta pelo titulo.

Sábado, 15h30, sol e temperatura de verão, muita cor, jogo a doer com cheiro a luta pelo título, todos os condimentos para quem, verdadeiramente, gosta de futebol! Esta é a minha praia.O Braga tinha a oportunidade de reduzir a distância para o primeiro lugar se ganhasse ficava a dois pontos do Porto e ainda vai receber o Benfica. Bastava repetir o feito alcançado na época 2015/16 e vencer em sua casa o FC Porto. Para isso, Abel Ferreira, reeditou a defesa da primeira volta colocando Pablo no lugar de Raul Silva (lesionado) e chamou o jovem Murilo para ocupar o lugar do lado esquerdo do meio campo, relegando para o banco nomes como João Novais, Ricardo Horta, ou mesmo Paulinho. Mas a aposta em Murilo foi uma aposta ganha. O jovem jogador foi dos melhores em campo, na primeira e na segunda partes. Mas Dyego Sousa e Wilson também não deixaram os créditos por mãos alheias. Aos 4 minutos, numa jogada bem conseguida, o ponta de lança do Braga recebe de costas para a baliza aguenta a pressão dos adversários e solta para Claudemir que, com categoria, coloca para o poste mais afastado onde aparece Wilson para fazer o primeiro, contando com alguma aselhice do Casillas. Depois do golo o Braga remeteu-se ao seu meio campo, nunca foi capaz de ter bola mais que dois três segundos, também por mérito do Porto, que foi mais rápido sobre a bola e a tapar todas as linhas de passe. O que é certo é que o golo do Porto acaba por surgir perto da meia hora de jogo, num canto cedido por “aselhice” de Bruno Viana, desvio ao primeiro poste e Soares a encostar. O jogo pedia rapidamente intervalo para a equipa do Braga e também para a equipa de arbitragem, em particular, para o auxiliar de linha do lado da bancada poente que evidenciava algum nervosismo a cada tomada de decisão. Ao intervalo o jogo estava empatado e adivinhavam-se alterações no FC Porto pois Brahimi ficou no relvado para exercícios de aquecimento.

Começam os segundos 45 minutos e Murilo nem deu tempo a Brahimi para aquecer, numa jogada onde teve oportunidade para demonstrar toda a sua capacidade física, controlo, velocidade e finalização! Mais uma vez, Casillas a meter água e desta vez não foi a banhos sozinho teve a companhia de Militão! O Braga estava novamente na frente do marcador e com apenas dois minutos da segunda parte. Parecia um Braga diferente que tinha mais bola e tinha em Murilo um dínamo que, dez minutos depois do segundo golo, volta a dar velocidade ao jogo do Braga arranca do lado esquerdo deixando todos para trás cruza rasteiro e coloca a bola em Ricardo Esgaio que, no entanto, não foi capaz de desferir o remate que poderia ter sido decisivo, nem ele nem Dyego que rematou ao boneco para defesa de Casillas. A partir deste lance, o Porto volta a ter mais bola, ainda proporciona uma excelente defesa a Tiago Sá e depois conta com a ajuda partilhada de Claudemir, Jorge Sousa e o VAR! Claudemir poderia ter evitado o contacto, Jorge Sousa deveria ter tido dúvida antes de marcar a grande penalidade e o VAR não teve a dúvida que muitos de nós tivemos. Muita tensão e pouca tecnologia. A tensão era tanta que Alex Telles ao marcar, de forma irrepreensível, a grande penalidade saiu lesionado do terreno de jogo. Sérgio Conceição não teve dúvidas e colocou no seu lugar Fernando Andrade, estava em jogo o primeiro lugar na liga. Se este lance de Claudemir custou muito ao Braga novo erro na grande área passados dez minutos custou nova grande penalidade (desta feita sem dúvidas) e os três pontos. Chamado à conversão, Soares não desperdiçou e bisou na partida. O Braga ainda teve uma grande oportunidade já em tempo de descontos mas o resultado manteve-se até ao apito final de Jorge Sousa.O Braga esteve quase a vencer o Porto. Por duas vezes na frente do marcador e com oportunidades para ampliar o resultado não foi capaz de se impor e de se afirmar na luta pelo título entre os mesmos do costume!!! Os mesmos que, como de costume, na dúvida, beneficiam das dúvidas do juiz em campo e da condescendência da tecnologia! Tensão a mais, tecnologia a menos!!Na próxima terça é preciso marcar mais um, não oferecer cantos desnecessários e evitar erros na área ou mesmo oportunidades para que possam existir dúvidas…nunca se sabe quando a tecnologia pode falhar. É sempre quando não deveria acontecer. Coisas da tecnologia, que se pode fazer!

FICHA DO JOGO

LOCAL: Estádio Municipal de Braga

ÁRBITRO: Jorge Sousa

SC BRAGA:

Tiago Sá; Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo Santos e Sequeira
(Ricardo Horta, 89′) ; Palhinha, Claudemir, Esgaio (Xadas,83′) e Murilo; Wilson Eduardo, e Dyego Sousa (Paulinho, 80’) .

TREINADOR: Abel Ferreira.

FC Porto:

Casillas; Militão, Pepe (Manafá, 57′), Felipe e Alex Telles (F. Andrade, 72′); Danilo, Herrera, Corona e Otávio (Brahimi, 46′); Marega e Soares.

TREINADOR: Sérgio Conceição.

DISCIPLINA:

AMARELOS

SC BRAGA: Sequeira, 82’.

FC Porto : Pepe, 7′; Brahimi, 55′; Felipe, 89′; Casillas 90+5′.

VERMELHOS: Nada a assinalar.

GOLOS: (1-0) Wilson Eduardo, 5′; (1-1) Soares, 26′; (2-1) Murilo, 47′; (2-2) Alex Telles, 69′; (2-3) Soares, 79′.

MELHOR EM CAMPO BPF: Murilo.

© Fotos: Facebook Oficial Sporting Clube de Braga 

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