LN: SC Braga, 3 – CD Aves, 1: No conforto do lar

Publicado por em 27 Agosto, 2018

Palhinha, melhor em campo do SC Braga.

Palhinha, melhor em campo do SC Braga.

O SC Braga regressou aos triunfos. Esteve a perder, mas conseguiu dar a volta ao resultado e impôr-se por 3-1, num jogo que teve em Palhinha o melhor jogador em campo e que valeu muito pela segunda parte.

O SC Braga não tinha outro caminho se não vencer. As feridas de uma semana atribulada depois do empate nos Açores só poderiam sarar com uma vitória e foi o que aconteceu.

Nem sempre bem jogado, esteve jogo teve emoção qb. O Braga esteve às portas do inferno, mas conseguiu, de forma autoritária, inverter a marcha e chegou à vitória numa demonstração de muita raça e querer.

A partida teve duas partes totalmente distintas. A primeira mais sonolenta, a segunda mais emotiva e melhor jogada.

Este embate começou morno e com o Aves a tapar bem os caminhos da sua baliza. A estratégia avense passava por juntar, no processo defensivo, aos quatro defesas os dois alas (Amilton e Hamdou Elhouni) fechando dessa forma os corredores laterais e formando uma linha de seis jogadores à frente do guarda-redes Beunardeux; à frente deste sexteto, um quadrado composto por Ruben Oliveira e Al-Adoua nos vértices mais recuados, Braga e Derley, mais avançados a fazer pressão.

Desta forma, as trancas da baliza avense ficavam bem tapadas e o povoamento da zona defensiva era extremo. Foi notório que o SC Braga teve dificuldades para se ambientar a este sistema e não raras vezes, durante os primeiros 45 minutos, a formação de Abel Ferreira circulou a bola sem conseguir encontrar espaços por onde romper.

Mesmo assim, no meio deste emaranhado de gente, as melhores oportunidades de golo neste período foram criadas pelos arsenalistas. Aos 22 minutos, Dyego Souza obrigou Beunardeux à defesa da noite, mais tarde, Palhinha, ganhou uma bola na raça e no vértice direito da pequena área dos forasteiros, de pé esquerdo atirou ao poste.

O intervalo acabaria por chegar, sem golos e sem grandes recordações para o futuro. O que se sentia era que se na segunda parte as dinâmicas fossem as mesmas, o Braga teria muitas dificuldades para vencer este jogo.

Só que tudo mudou no segundo tempo. O SC Braga entrou mais forte, mais atrevido e com maior dinamismo. Era notório que a formação da casa estava à procura de dar outro rumo ao jogo. E foi neste arranque mais acelarado do jogo que chegou, aos 52 minutos, o golo do Aves. Uma insistência de Hamdou Elhouni, que na esquerda do ataque, sem grande oposição conseguiu cruzar a bola para o poste mais distante com Defendi, sozinho e sem marcação (há que rever este processo defensivo no Braga), bateu um desamparado Matheus que tentou, como pôde evitar aquele que seria o primeiro golo do jogo.

Nesta altura na Pedreira temeu-se o pior, mas o Braga não foi ao tapete e reagiu logo de seguida aos 53 minutos e só não empatou porque Ricardo Horta (muito apagado neste jogo) não conseguiu emendar na linha de golo. Estava dado o sinal para o que por aí viria.

Após este instante, o Braga tomou conta do jogo e o Aves foi obrigado a fechar-se na sua zona mais recuada do terreno. Esta melhoria do Braga fica também ligada à entrada de Fábio Martins, que rendeu aos 55 minutos Ricardo Horta. Com Fábio Martins em campo, foi possível aos da casa começar a ocupar espaços que até ali não tinham conseguido ocupar e os desequilíbrios na defensiva avense começaram a surgir. Além de lucidez, Fábio Martins trouxe qualidade e critério nas ações ofensivas. Só faltavam os golos e eles vieram quase de rajada.

Aos 58 minutos, Wilson Eduardo encheu o peito do pé para fulminar a baliza contrária após um livre batido para a área. O avançado, bem servido por Dyego Souza, não se fez rogado. Estava feito, com uma bomba, o empate. E o segundo estava a caminho.

No primeiro pontapé de canto a favor na segunda parte, aos 64 minutos (na primeira o Braga dispôs de sete), Palhinha elevou-se bem e como vem nos livros, cabeceou de cima para baixo para dar a cambalhota no marcador e dessa forma assumir que ninguém lhe tiraria, pois fez um grande jogo, o prémio de melhor em campo. A reviravolta no marcador era uma realidade e já ninguém calava a Pedreira.

Só dava Braga, o Aves por esta altura limitava-se a despejar a bola da sua zona defensiva. José Mota bem tentou mexer para dar maior acutilância à sua equipa, mas o SC Braga não estava para brincadeiras e aos 78 minutos, Dyego Souza, de cabeça, fez um golo à matador após um excelente cruzamento de Claudemir. Ficava fechado o marcador. Estavam no papo os três pontos e a baliza do Aves ainda viu, quatro bolas embaterem nos ferros.

Após uma semana atribulada, depois de um arranque de jogo tremido, o Braga soube ser a equipa que já nos habituou, conseguiu vencer o Aves e colou-se ao pelotão da frente da primeira liga. No próxima sexta-feira (marcar um jogo para uma sexta-feira às 19:00 não engrandece o futebol), a viagem será até Chaves e o Braga vai à procura de mais três pontos.

FICHA DO JOGO

Estádio: Municipal de Braga

Árbitro: Rui Oliveira (AF Porto)

SC Braga:

Matheus, Marcelo Goiano (Diogo Figueiras, 85’), Bruno Viana, Pablo Santos e Sequeira; João Novais e Palhinha (Claudemir, 74’); Ricardo Esgaio, Ricardo Horta (Fábio Martins, 55’), Wilson Eduardo e Dyego Souza;

Treinador: Abel Ferreira;

CD Aves:

Beunardeux, Mama Baldé, Carlos Ponck, Defendi e Nélson Lenho; El-Adoua, Ruben Oliveira, Braga (Micheal Douglas, 68’) e Hamdou Elhouni (Fariña, 81’); Amilton (Vitor Costa, 72’) e Derley;

Treinador: José Mota;

DISCIPLINA

Amarelos:

SC Braga: Ricardo Esgaio, 66’;

CD Aves: Braga, 56’; Nelson Lenho, 58’; Amilton, 64’; Derley, 90+1’;

GOLOS: (0-1) Defendi, 52’; (1-1) Wilson Eduardo, 58’; (2-1) Palhinha, 64’; (3-1) Dyego Souza, 78’;

Melhor em Campo: Palhinha;

© Fotos: Sporting Clube de Braga.

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