LN: SC Braga – 1, GD. Chaves – 0

Publicado por em 29 Outubro, 2017

Bruno Viana abraçado pelos colegas após marcar o único golo do SC Braga

Festejos do golo

SC Braga meteu a quinta a fundo no campeonato. Os Gverreiros do Minho venceram o quinto jogo seguido para a Liga NOS (derrotaram esta tarde o Chaves por uma bola a zero), num mês de Outubro a roçar a perfeição, não fosse a derrota frente ao Ludogorets, e teria sido um mês extraordinário.

Os ponteiros do relógio que esta noite atrasaram uma hora, não incomodaram o SC Braga que nesta altura funciona com a perfeição de um relógio suíço.

O conjunto da cidade de Braga entrou em campo com as habituais alterações no onze inicial a que Abel Ferreira já nos habituou e mais uma vez, a rotação, não se notou e o Braga voltou a vencer, igualando um feito que já não alcançava desde 2014/15, era Sérgio Conceição o homem do leme nos braguistas. A esta questão, das cinco vitórias consecutivas, não é alheio o facto de o Braga ser hoje uma equipa sólida, personalizada e confiante, sendo notório, no jogo jogado, todos esses predicados.

A décima jornada da Liga NOS trouxe à cidade dos arcebispos os valentes transmontanos do GD Chaves, equipa que ainda estava a lamber as feridas da goleada da semana passada e o Braga, por seu turno, no conforto das vitórias, já sabia que o Marítimo tinha ganho o seu jogo e o Rio Ave perdido, ou seja, para voltar à quarta posição da tabela, lugar com o qual entrou para esta jornada, só restava um caminho, vencer a equipa flaviense e assim, dessa forma, aumentar a distância para os vila-condenses, equipa que também pode vir a ter uma palavra a dizer na luta por um lugar europeu.

Como vem sendo habitual, a equipa de Abel Ferreira tentou pegar no jogo e ter as rédeas de comando da partida logo desde o apito inicial, mas no meio desta ideia de comandar, o Chaves, que vinha em sentido e com respeito, aos oito minutos, teve a primeira grande oportunidade do jogo, mas Matheus, guarda-redes dos Gverreiros do Minho, foi ao chão tapar os intentos de Davidson. A partir daqui, as sirenes soaram e o Braga não mais permitiu aventuras aos valentes transmontanos, tendo iniciado, depois deste ameaço, a operação ataque com muita rotação, muito jogo exterior e cruzamentos venenosos que só não deram golo porque nas grandes oportunidades que houveram os remates, ou foram desviados ou a pontaria não foi a melhor e quando a bola entrou na baliza, Bruno Esteves, árbitro do encontro, anulou (e bem) os festejos, por fora de jogo. Na primeira parte, quase sempre a direcção foi a mesma, a da baliza de António Filipe e notou-se também, no meio desta harmonia atacante, algum desacerto dos homens da casa.

Na segunda parte, o ritmo baixou, muito por culpa da postura do Chaves, pois os homens de Luís Castro, não causando real perigo na baliza à guarda de Matheus, foram mais afoitos, subiram linhas e complicaram um pouco mais o bom jogo do Braga, que teve, nesta parte, de procurar outros caminhos, outras soluções e novas opções para o sucesso e quando Bruno Viana, a meias com Filipe Melo, ao minuto 58, cabeceou um canto vindo da direita cobrado por Jefferson e marcou o único golo do jogo, ficou-se com a sensação que o mais difícil estava feito.

O golo tranquilizou o Braga, que geriu o jogo sem nunca se esquecer que o mesmo ainda não estava resolvido. Já o Chaves, ficou aquém e não teve capacidade (arte e engenho) para reagir e não se registou, nos flavienses, nenhuma chance de golo, por seu turno, António Filipe, teve de brilhar em duas ocasiões e a defesa transmontana viveu sempre em sobressalto, pois as setas do SC Braga, estavam constantemente de mira apontada à baliza contrária.

O fim do jogo chegou com o Braga a controlar as operações e quando Bruno Esteves apitou para o fim, o SC Braga retomou o quarto lugar, o Chaves continuou sem marcar ao Braga (não o faz desde 1998) e o público voltou a ter um momento de arrepiar ao festejar, em grande e em comunhão total, com os jogadores. Uma imagem de marca deste Braga, que é sinónimo que a sintonia é perfeita.

Ficha de Jogo:

Local: Estádio Municipal de Braga.

Árbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal).

SC Braga:

Matheus; Goiano (cap.), Bruno Viana, Raúl Silva e Jefferson; Vukcevic, Danilo, Ricardo Esgaio e Fábio Martins (João Carlos Teixeira, 73′); Ricardo Horta (Fransérgio, 86′) e Hassan (Paulinho, 67′).

Treinador: Abel Ferreira

GD Chaves:

António Filipe; Paulinho, Nikola Maras, Domingos Duarte e Djavan; Patrão (cap.), Filipe Melo, e Bressan (Perdigão, 67′); Matheus Pereira (Jorginho, 67′), Davidson e Platiny (Hamdou, 73′).

Treinador: Luís Castro

Disciplina:
Cartões Amarelos:
SC Braga: Ricardo Esgaio (27′), Jefferson(45+1′), Paulinho (69′);
GD Chaves: Nikola Maras (90+3′);
Cartões Vermelhos:
Nada a assinalar.

Golos: (1-0) Bruno Viana, 58’.
Prémio Melhor em Campo SCB / Bola P’ra Frente: Bruno Viana e Ricardo Horta

© Fotos: Página Oficial SC Braga

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