Minuto fatídico para o SC Braga fez mossa no Bonfim

Publicado por em 11 Setembro, 2017

O SC Braga deslocou-se ao terreno do Vitória de Setúbal, em jogo a contar para a quinta jornada da Liga NOS, tendo perdido por dois a zero numa partida que foi decidida no espaço de um minuto, pois os sadinos marcaram os golos num ápice (o primeiro ao minuto 24 e segundo ao minuto 25) e carimbaram dessa forma a primeira vitória neste campeonato.

Na tarde deste domingo a formação do SC Braga saiu de Setúbal vergada e sem pontos, numa partida que teve um rumo até aos 23 minutos e outro completamente diferente a partir desse instante e foi aqui, nesta terrível passagem do minuto 23 para o minuto 24 que tudo se desmoronou e não mais os Gverreiros do Minho agarram o jogo.

A formação de Abel Ferreira entrou no jogo a mandar, a impor-se e a encostar a formação da casa à sua zona mais defensiva, a pressão do Braga era notória e os donos da casa não estavam capazes, por essa altura, de incomodar Matheus. Ficou com a ideia bem definida que o Braga, agarrado a este bom início de jogo, se preparava para arrancar para uma exibição feliz, segura e personalizada e se juntarmos a isto três boas ocasiões de golo (a primeira nos pés de Paulinho, que depois de receber com classe entrou na área mas com o seu melhor pé rematou frouxo para defesa fácil de Trigueira; a segunda teve como protagonista Ricardo Horta, que após excelente cruzamento de Jefferson, foi incapaz de rematar como era exigido e endossou um passe suave para o guardião da equipa do Sado e por último, Bruno Viana, que após um pontapé de canto, subiu nas alturas para rematar como vem nos livros só que a mira estava descalibrada e a bola saiu ao lado do poste esquerdo dos visitados), o universo braguista era levado a crer que a vitória estava perto de acontecer. Neste instante, o Braga só pecava porque dessas três oportunidades, nenhuma havia dado o golo que seria a suprema expressão do domínio exercido até então. Só que o futebol é uma caixa de surpresas constante e num instante tudo foi por água abaixo, o Vitória de Setúbal, que estava preso de movimentos e sem capacidade de ter profundidade para incomodar a defensiva bracarense, ganhou um livre lateral e no seguimento do mesmo, depois de uma tentativa falhada de corte de Marcelo Goiano, a bola ganhou altura e o dono da baliza minhota borrou a pintura quando ao tentar segurar o esférico abalroou Vasco Fernandes com o árbitro barcelense, Luís Ferreira, a assinalar prontamente para a marca dos 11 metros. Chamado a converter, Gonçalo Paciência (o melhor em campo), não desperdiçou e aproveitou a soberana ocasião para abrir o ativo. Como uma desgraça quando vem, nunca vem só, o trambolhão maior aconteceu logo de rompante, ainda os adeptos do SC Braga se estavam a recompor do pontapé de penalti e na saída da bola ao centro, Bruno Viana permitiu que o autor do primeiro golo do jogo, Gonçalo Paciência, ficasse com a bola à mercê e o ponta-de-lança entregou-a para João Amaral, que à entrada da área desferiu um remate cruzado que suporia o segundo e último golo deste jogo. Por esta altura, estava-se em cima do minuto 25 de jogo, percebeu-se que dificilmente os minhotos poderiam levar alguma coisa de positivo do jogo e ficou a saber-se que o cinismo sadino, tinha sido demasiado cruel com a boa postura do Braga até então.

A partir daqui, a história do jogo foi outra, o Braga nunca mais foi a equipa dos primeiros vinte minutos e o Setúbal começou, conforme é seu apanágio por muito que José Couceiro o tente negar, a fazer um anti-jogo enervante que deveria fazer corar de vergonha equipas ditas profissionais. Até ao intervalo, além desta postura pouco condizente dos donos da casa, apenas dar destaque a uma jogada perto do fim dos primeiros 45 minutos, quando Pedro Pinto derrubou Paulinho na área de rigor e subsistiu a dúvida sobre a legalidade da ação do central sadino, mas nesse instante, Luís Ferreira, juiz da partida, não foi tão lesto a assinalar e o VAR, deveria estar, seguramente, na pausa para o intervalo mas ainda não era tempo disso.

Na segunda parte do jogo os jogadores minhotos tentaram ser mais acutilantes, o técnico minhoto também mexeu no figurino, mas sem resultados práticos e  tirando um ou outro lance de bola parada, foi tudo feito sem muito critério e sem grande crença, o que facilitou de maneira evidente a tarefa dos homens de Setúbal em segurar a vantagem.

Em suma pode dizer-se que este jogo não foi a melhor forma de se iniciar um ciclo terrível que obriga o SC Braga a jogar sete jogos no curto de espaço de 22 dias.

Uma palavra final para os adeptos que viajaram desde a capital minhota no apoio ao seu clube, que não se cansaram de incentivar e apoiar os seus jogadores durante o jogo e mesmo no final, tristes e amargurados pelos resultado, não negaram um forte aplauso na despedida à equipa. Bonito de ver.

Ficha de Jogo:

Estádio: Bonfim;

Árbitro: Luís Ferreira (AF Braga);

Vit. Setúbal:

Trigueira, Arnold, Pedro Pinto, Vasco Fernandes e Patrick (Vasco Sousa, 12’); Tomás Podstawski, Pedrosa, Costinha e João Teixeira (Wylliam, 46’); João Amaral (José Semedo, 71’) e Gonçalo Paciência;

Treinador: José Couceiro;

SC Braga:

Matheus, Goiano, Rosic, Bruno Viana e Jefferson; Fransérgio, Danilo (Vukcevic, 62’), Bruno Xadas (João Carlos Teixeira, 46’) e Fábio Martins (Hassan, 62’); Ricardo Horta e Paulinho;

Treinador: Abel Ferreira;

Disciplina:

Cartões Amarelos:

Vit. Setúbal: Arnold, 49’ e Tomás Podstawski, 90’;

SC Braga: Danilo, 29, Goiano, 82’ e João Carlos Teixeira, 85’;

Golos:

(1-0) Gonçalo Paciência, 24’; (2-0) João Amaral, 25’;

Prémio Melhor(es) em Campo SCB / Bola P’ra Frente: Fábio Martins;

© Imagem: Página Oficial SC Braga

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