LN: Belenenses, 0 – SC Braga, 1: Sem contestação.

Publicado por em 30 Abril, 2018

Paulinho, marcador do único golo do SC Braga nesta partida.

Paulinho, marcador do único golo do SC Braga nesta partida.

Vitória pela margem mínima do SC Braga na deslocação ao Restelo, com golo solitário de Paulinho, permitiu aos minhotos aproximar da dupla que segue à sua frente. Uma excelente partida de futebol com o Belenenses a valorizar de forma muito positiva a vitória dos Gverreiros do Minho.

Na varanda virada para o Tejo que é o Estádio do Restelo, talvez num dos estádios com melhor vista do país, onde o Porto havia perdido, o Benfica empatado e o Sporting ganho por 3-4, o SC Braga, com uma equipa madura e personalizada, venceu nesta difícil deslocação, bateu o recorde de pontos numa época e continua a realizar, ao nível do campeonato, uma prova a todos os títulos notável.

Do outro lado esteve um Belenenses que, segundo o seu treinador, ainda que limitado nas opções de campo, vendeu cara a derrota e teve o condão, durante a primeira parte de equilibrar a contenda. E, mesmo quando ficou a perder, nunca deixou, com as armas que tinha ao seu dispor, de tentar o ataque e o golo. Só que o Braga, este Braga, está de pedra e cal e num ponto tal de maturação que se nota que a qualquer momento, a equipa toma conta do jogo para nunca mais largar a batuta da direção.

Era de prever que Silas pudesse optar, como vinha sendo habitual, numa formação em 3x4x3 e surpreendeu (ou talvez não) que de início não o tivesse feito, ou seja, a equipa começou o jogo em 4x3x3 mas com uma variante a ter conta, Persson, no momento de ataque, funcionava como pivot mais recuado do meio-campo e no momento defensivo ocupava o lugar de terceiro central, bem meio entre Gonçalo Silva (central que jogou pela direita) e Nuno Tomás (central que descaiu sobre a esquerda). Esta opção do técnico do emblema da Cruz de Cristo, deixava a nu uma cratera no meio terreno que o SC Braga, na primeira parte, explorou de forma deficitária e quando o fez, por uma vez, Paulinho estatelou a bola, naquilo que seria um golo soberbo, no poste esquerdo da baliza do bem conhecido André Moreira.

O Braga, por seu turno e como também vem sendo habitual, não mudou nem a forma nem os interpretes e surgiu em campo com o seu onze de gala. A partida teve, nos primeiros 30 minutos, muita intensidade, muita bola junta das áreas e o perigo rondou sempre as balizas, mas vezes junto da área dos donos do terreno, mas Matheus também foi obrigado, num lance esquisito, a sair da sua baliza e fazer uma defesa à guarda-redes de andebol. O jogo nestes primeiros 45 minutos foi dividido, embora os últimos 15 tenham sido menos exuberantes do que os restantes. Quem esteve no Restelo, não deu por mal empregue o tempo nem o dinheiro do bilhete. A segunda parte prometia.

No reatamento veio ao de cima a qualidade, experiência e maturidade dos Gverreiros do Minho. Desde o apito de Tiago Martins, que os jogadores de Abel Ferreira tomaram conta dos acontecimentos, sobressaindo Vukcevic, Jefferson e Ricardo Horta, além de Paulinho, que procurou sempre o golo. Começou a perceber-se que o golo iria surgir, e surgiu, por Paulinho, que de cabeça finalizou com grande classe na área, só que o VAR (neste jogo era Manuel Mota que desempenhava essas funções), sempre atento nos jogos do Braga, pediu a Tiago Martins para rever o lance e este, depois de ver e rever, decidiu (e bem), anular o golo. Depressa a alegria deu lugar a frustração e Abel Ferreira, inconformado, protestou e recebeu ordem de expulsão.

Não podemos nesta prosar deixar de dizer aquilo que nos vai na alma: porque é que o VAR está sempre tão atento e rigoroso nos jogos do Braga e nos outras partidas, parece que está sempre em pausa para café?

Voltemos ao jogo fica a reflexão. Com este momento de alguma altercação, o Braga, porque é uma equipa que sabe sempre o que quer, não se perdeu e ficou-se com a sensação que este golo invalidado deu um extra adicional de energia à equipa que só descansou quando ao minuto 71, Paulinho, finalizou uma jogada que ele próprio começou fruto da pressão que fez para ganhar a bola. Agora sim, estava feito o primeiro. (Ver aqui o golo). O Braga estava na frente. E o Belenenses? Pois, durante esta período, o Braga não deixou os de Belém jogar e só depois deste momento, Matheus foi novamente chamado a intervir, mas os lances de maior perigo chegaram junto da baliza de André Moreira, que foi travando as iniciativas de Dyego Souza, que entrou muito bem em campo, Ricardo Horta e Paulinho.

Até ao fim, o Braga controlou o jogo e mereceu esta vitória que se ajusta aquilo que foi a realidade do jogo. Excelente vitória numa boa exibição, com duas equipas à procura de ser felizes. Venceu a melhor equipa.

Este triunfo deixa o Braga a apenas três pontos de atraso de Sporting e Benfica que se defrontam na próxima semana.

FICHA DE JOGO

Local: Estádio do Restelo

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa)

CF “Os Belenenses”

André Moreira, Pereirinha, Gonçalo Silva, Nuno Tomás, Florent; Persson, André Sousa (Nathan, 79’) e Bouba Saré (Hassan Yebda, 59’); Diogo Viana (Benny, 70’), Licá e Maurides;

Treinador: Jorge Silas;

SC Braga

Matheus, Marcelo Goiano, Raúl Silva, Bruno Viana, Jefferson; Vukcevic, André Horta (Danilo, 83’), Ricardo Horta (Fábio Martins, 88’) e Ricardo Esgaio; Wilson Eduardo (Dyego Souza, 75’) e Paulinho;

Treinador: Abel Ferreira;

Disciplina

Cartões Amarelos:

CF “Os Belenenses”: Hassan Yebda (90+3’);

SC Braga:  Ricardo Horta (11’) e Raúl Silva (12′);

Cartões Vermelhos:

Nada a registar

Golos: (1-0) Paulinho, 71’;

Prémio Melhor em Campo SCB / Bola P’ra Frente: Vukcevic e Paulinho;

© Fotos: Facebook Sporting Clube de Braga

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