LN: SC Braga, 2 – CD Tondela, 1: Vitória suada

Publicado por em 16 Setembro, 2018

Fábio Martins marcou o golo da vitória.

Fábio Martins marcou o golo da vitória.

Os Guerreiros do Minho deram o primeiro passo rumo à Final Four da Taça da Liga. Tal como esperado, o CD Tondela revelou-se um osso duro de roer. O conjunto beirão adiantou-se no marcador muito cedo e só na segunda parte o Braga conseguiu dar a volta ao marcador.

Os 7702 espectadores que se deslocaram na noite deste sábado à Pedreira tiveram oportunidade de assistir a um jogo de grande intensidade, frenético a espaços. Para este jogo de abertura do Grupo B da Taça da Liga, os treinadores de ambas as formações não fizeram poupanças, mexendo apenas nas balizas, tendo isso contribuído para a qualidade competitiva da partida. Parece evidente que a reformulação do quadro competitivo desta prova, em especial com a introdução do modelo de final a quatro, a tornou mais apetecível.
O jogo de ontem marcou o regresso de Marafona à competição. Curiosamente, o guarda-redes herói da final do Jamor em 2016, lesionara-se precisamente diante do Tondela, na última jornada da temporada 16/17.
O jogo iniciou-se com o Braga a tentar mandar no jogo, mas contrariado por um Tondela atrevido, que não enjeitava a possibilidade de contra-atacar. John Murillo, que esta época volta a vestir de auriverde, ia causando incómodos sempre que acelerava pelo corredor direito. A defesa bracarense mostrava dificuldades em suster as transições ofensivas e, logo aos 7 minutos os beirões inauguraram o marcador, na sequência de uma jogada de processos simples pela direita, que culminou com um cruzamento rasteiro que encontrou Xavier, completamente livre de marcação, e este só teve de encostar para o fundo das redes. Este foi um golo histórico, pois, foi o primeiro do Tondela no Municipal de Braga em jogos oficiais.
Em desvantagem, o Braga procurou empurrar o adversário para a sua grande área e o perigo foi rondando a baliza de Pedro Silva, ainda que por vezes faltasse capacidade de finalização e de execução do último passe. No dia do seu aniversário, Ricardo Horta foi o que esteve mais perto de chegar ao golo na primeira parte, em resposta a um passe magistral do capitão Goiano, que conseguiu levar uma bola rasteira a rasgar as linhas defensivas tondelenses. Na grande área, Horta não conseguiu desfeitear o guarda-redes contrário.
Numa fase do jogo em que a equipa do Tondela parecia mais encolhida por força da pressão atacante do Braga, num dos poucos pontapés de canto conquistados enviou a bola aos ferros e quase dilatava a vantagem conseguida com o golo madrugador de Xavier.

A segunda parte não começou da melhor forma para o Braga, porque foi o Tondela quem começou por ameaçar, mais uma vez com lances protagonizados por John Murillo. Foi um momento marcante do jogo, pois o Tondela desperdiçou duas ocasiões para ampliar o marcador e depois, uma falha de coordenação entre Joãozinho e Pedro Silva, permitiu a Wilson Eduardo arrancar uma grande penalidade aos 57 minutos. Chamado à conversão, Dyego Sousa fez o empate, conseguindo enganar o guardião do Tondela. O ponta-de-lança brasileiro rubricou uma excelente exibição, pois, foi sempre um quebra-cabeças na frente, em constante movimento e a combinar bem com os colegas de ataque. Este foi o quinto golo da temporada de Dyego Sousa.
Animados pelo golo do empate e empolgados pelo apoio que vinha das bancadas, os arsenalistas apertaram ainda mais o cerco à baliza do Tondela. Entretanto, Abel lançou a jogo, em simultâneo, Claudemir e Fábio Martins para os lugares de Palhinha e Ricardo Horta. Os jogadores do Braga procuravam incessantemente o segundo golo, conduzidos por João Novais, que ontem se revelou uma peça-chave no meio-campo. Aos 77 minutos, o ex-Rio Ave fez a abertura para Sequeira na esquerda e este cruzou tenso para a área, onde apareceu Fábio Martins a desviar para o segundo golo.
Nos instantes finais, Abel trocou Fransérgio por Wilson, com o intuito de reforçar a linha média e ter mais posse de bola, para impedir o último fôlego do Tondela. A opção resultou e, até final, a equipa beirã não foi capaz de criar mais nenhum lance de perigo real que lhe permitisse chegar à igualdade.
Com este triunfo, o Braga marca posição na liderança do Grupo B e, apesar das dificuldades, trilhou a primeira etapa rumo à Final Four. Nesta fase de grupos, segue-se agora a receção ao Nacional da Madeira, que esta época já visitou Braga no arranque da Primeira Liga, tendo o Braga vencido por 4-2. A última jornada será em Setúbal, defrontando o Vitória local que na época passada foi o carrasco dos bracarenses nesta prova.

Registo também para a receção apoteótica à equipa de futebol feminino, ao intervalo. Jogadoras e equipa técnica mostraram a Super-Taça, conquistada em Viseu há oito dias e receberam um caloroso e merecido reconhecimento por parte dos adeptos.

 

FICHA DO JOGO

Estádio: Municipal de Braga

Árbitro: João Capela

 SC Braga:

Marafona, Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo Santos e Sequeira; João Novais e Palhinha (Claudemir, 63); Ricardo Esgaio, Ricardo Horta (Fábio Martins, 64), Wilson Eduardo (Fransérgio, 82’) e Dyego Souza.

Treinador: Abel Ferreira

 CD Tondela:

Pedro Silva, David Bruno, Ricardo Costa, Jorge Fernandes e Joãozinho; Hélder Tavares, Bruno Monteiro, e Peña (João Mendes, 73’); Jhon Murillo (Delgado, 66’), Xavier (Pité, 79’) e Tomané.

Treinador: Pepa

 DISCIPLINA

Amarelos:

SC Braga: Marcelo Goiano, 42’ e Fábio Martins, 83’.

CD Tondela: Tomané, 31’; Jorge Fernandes, 81’ e 82’; David Bruno, 87’.

Vermelhos:

CD Tondela: Jorge Fernandes,  82’.

GOLOS: (0-1) Xavier, 7’; (1-1) Dyego Sousa, 57’; (2-1) Fábio Martins, 77’; (3-1).

Melhor em Campo: Marcelo Goiano.

© Fotos: Sporting Clube de Braga.

 

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