I LIGA: Vitória para fechar a época.

Publicado por em 18 Maio, 2019

Dyego Sousa melhor marcador do SC Braga esta época.
Dyego Sousa melhor marcador do SC Braga esta época.

No regresso a casa, o SC Braga brindou os seus adeptos com uma vitória por 2-0 contra o Portimonense. Um jogo em modo passeio que valeu pelo regresso do Braga às vitórias e pelos golos porque o jogo ficou muito aquém de um grande espetáculo.

Este último jogo da época na Pedreira não foi, nem de perto nem de longe, um grande jogo, mas serviu para os adeptos verem o Braga regressar às vitórias e assim, dessa forma, fechar com um sorriso (meio amarelado) na cara a temporada.

Depois de três derrotas consecutivas, os Gverreiros do Minho, tinham quase como obrigação brindar os (poucos) adeptos que se deslocaram até à Pedreira Mágica, para se despedir da sua equipa nesta temporada, com uma vitória e, se possível, com um bom jogo. Salvou-se a vitória, o bom jogo ficará para outras núpcias.

Sabendo à partida que não podia contar com Bruno Viana (castigado), Abel Ferreira fez algumas alterações na equipa inicial em função daquilo que tinham sido as escolhas no jogo da jornada passada, no Bessa. Para o arranque deste último embate da época, o técnico fez recuar no terreno Palhinha (que terminou a época em grande forma) que fez dupla com Pablo no centro da defesa; tirou do onze Ricardo Ryller (que tarda muito em justificar a contratação) e fez regressar à titularidade Fransérgio e João Novais, que ocuparam o miolo; com alguma surpresa, deu nova oportunidade a Xadas, que ocupou o lugar de Wilson e Dyego Sousa, surgiu a titular relegando Paulinho para o banco.

Por seu lado, António Folha, treinador do Portimonense, optou por dar os primeiros minutos a Gonda, guarda-redes japonês e colocou Dener no lugar de Henrique e manteve os restantes jogadores de inicio e até foi a equipa do antigo jogador do FC Porto, que passou em 1992/93 por Braga, que tentou começar a comandar a partida, com boa posse e trocas de bola constantes.

Nos primeiros minutos e até ao golo madrugador de Xadas, a nota mais era para o Portimonense. Tendo sempre como referência Jackson e Tabata, a equipa de Portimão tentava chegar com perigo, mas o Braga, conseguia, com maior ou menor dificuldade aliviar o perigo e na primeira vez que chegou à baliza, fez golo e o jogo, praticamente morreu aí.

Ricardo Horta conduziu com mestria um rápido ataque e entregou a bola em profundidade pelo lado direito a Esgaio, este, depois de ver que não tinha possibilidade de rematar, cruzou, a partir da pequena área, para a zona do pontapé de penalti onde Xadas, com o pé que usa para subir escadas, o direito, rematou a contar para abrir o marcador. Estava feito o primeiro do jogo e o primeiro de Xadas nesta época, ele que voltava a repetir a gracinha da época passada quando também marcou, na altura um grande golo, ao Portimonense.

Este golo retirou o interesse ao jogo, pois a partir daqui o Portimonense nunca mais conseguiu jogar fluído como estava a fazer até então e o Braga voltou ao seu ritmo lento e pouco lúcido, que caracterizou, em largos períodos esta temporada, a equipa minhota.

O segundo golo surgiria na segunda parte, por intermédio de Dyego Sousa, que andava afastado dos golos desde fevereiro, através da conversão de um pontapé de penalti, que puniu um corte com a mão de Jadson dentro da grande área, após cruzamento de Murilo. E assim, com dois golos sem resposta e com um jogo que não deixa saudades, terminou uma época que tanto prometeu mas que acabou em quase depressão.

Para o fim, ficaram reservados, os recados da claque arsenalista que pediu à Liga Portugal: horários decentes, liberdade para apoiar e verdade desportiva. E pediu ainda à equipa e estrutura técnica: mais resultados e menos conversa, além de garra, atitude e ambição.

Resumo da época.

Abel Ferreira, treinador do SC Braga.
Abel Ferreira, treinador do SC Braga.

Este jogo do Braga foi o espelho de uma época que, por muito que Abel Ferreira tente (e tem toda a legitimidade para o fazer) justificar com o quarto lugar alcançado, fica muito aquém daquilo que no início da temporada era ambicionado e propalado. E nem sequer falamos do título de campeão nacional, pois sabemos o quão difícil é conquistá-lo e também todos percebemos que forças externas condenaram o Braga a ficar arredado da luta. Mas uma equipa que é eliminada na pré-eliminatória de acesso à Liga Europa pelos ucranianos do Zorya, com todo o respeito que esta equipa de leste europeu merece, mas que todos percebemos que estava ao alcance dos arsenalistas; que não conseguiu, novamente em casa, chegar à final da Taça da Liga; que caiu eliminada nas meias-finais da Taça de Portugal, tudo bem que foi com o FC Porto, mas a derrota da primeira-mão por expressivos 3-0, deitou tudo a perder não pode, acenar à multidão, com um quarto lugar, que é o mínimo exigível, num campeonatotão desnivelado como é o português, pois quando se olha para a tabela classificativa, percebe-se que o quinto classificado poderá, na pior das hipóteses, falta saber ao certo, ficar com 10 pontos de atraso.

Se somarmos a isto, o jogo pouco apelativo que o SC Braga apresentou, exceção feita ao jogo do campeonato no Estádio do Dragão e a forma como a equipa perdeu consistência desde de fevereiro até ao términus da temporada, se calhar muito por causa do desaparecimento de Dyego Sousa, uma referência que deixou de contar e ter tanta preponderância, umas vezes por lesão e outras por opção, curiosamente depois de ser chamado à seleção, tem o treinador, obrigatoriamente, que fazer uma profunda reflexão, que até estava prometida para fim da época, e perceber se é este o melhor caminho para aproximar o Braga do tal título tão ambicionado. Até porque todos sabemos, porque o passado recente nos mostra isso, que este treinador e estes jogadores sabem, podem e conseguem render mais. Muito mais.

No fundo, uma época que se ambicionou de sonho, termina mergulhada em algumas, para não dizer muitas, dúvidas que dão azo a pensar que o defeso pode ser animado na cidade de Braga.

Para já resta o descanso, por isso e como disse António Folha no fim do jogo desta jornada: Saúde para todos e até para o ano!

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Municipal de Braga

ÁRBITRO: João Capela (AF Lisboa).

SC BRAGA:

Tiago Sá, Marcelo Goiano (Murilo, 46’), Palhinha, Pablo e Sequeira; Fransérgio João Novais, Ricardo Esgaio e Ricardo Horta; Xadas (Wilson Eduardo, 57’) e Dyego Sousa (Paulinho, 76’).

TREINADOR: Abel Ferreira.

PORTIMONENSE SC:

Gonda, Tormena, Possignolo, Jadson e R. Fernandes (Henrique, 46’) (Hackman, 77’); Pedro Sá, Dener e Lucas (Aylton Boa Morte, 46’); Bruno Tabata, Paulinho e Jackson.

TREINADOR: António Folha.

DISCIPLINA:

AMARELOS

SC BRAGA: Marcelo Goiano, 28’.

PORTIMONENSE SC: Lucas, 27’ e Tormena, 45+1’.

GOLOS: (1-0) Xadas, 12; (2-0) Dyego Sousa, 56’ (gp).

© Fotos: Facebook Oficial Sporting Clube de Braga.

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