I LIGA: Pantera rugiu mais forte no Bessa.

Publicado por em 11 Maio, 2019

Palhinha, o melhor do Braga, neste jogo.
Palhinha, o melhor do Braga, neste jogo.

No último jogo fora de portas desta liga 2018/19, o SC Braga perdeu contra o Boavista, por 4-2, no estádio do Bessa. Num jogo em que esteve duas vezes em vantagem, os minhotos não conseguiram somar pontos e viram Bracali, guarda-redes axadrezado, fazer uma exibição soberba.

Por estranho que possa parecer, num jogo com seis golos, um dos grandes destaques individuais deste embate vai para o guarda-redes boavisteiro, Rafael Bracali, que foi autor de uma excelente exibição e negou, com seis excelentes defesas, outro resultado para os Guerreiros do Minho. Se juntarmos a isto uma bola ao poste, enviada por Dyego Sousa, rapidamente se percebe que este confronto da jornada 33 da Primeira Liga, podia ter tido muitos mais golos. Que são, sem margem para dúvidas, o sal do futebol.

Estes jogos de fim de época que envolvem equipas que já tem a sua vida resolvida, são propícios a alguns desequilíbrios que resultam, muitas vezes, em resultados com números gordos. Foi o que aconteceu.

As equipas apresentaram-se no seu esquema habitual. No Braga, Abel Ferreira sabia que não podia contar com Claudemir (lesionado) e Fransérgio (castigado) e optou por Ricardo Ryller, que se veio a revelar uma aposta falhada. No Boavista, surpreendeu a titularidade de Gonçalo Cardoso, que não jogava desde a jornada 20.

A partida começou a bom ritmo e depois de Bracali negar o golo a Paulinho logo ao minuto três, numa recuperação de bola de Palhinha (o melhor do Braga neste jogo) pelo corredor central, o médio, emprestado pelo Sporting, encheu-se de fé e rematou à baliza, o esférico sofreu um desvio em Ricardo Horta e a bola só parou no fundo das redes. Estava feito o primeiro e logo cedo, aos seis minutos, o Braga tomava a dianteiro no marcador.

Este golo deixou o Braga mais solto no jogo e o Boavista com algumas dificuldades em ligar os sectores e a vantagem só não foi alargada porque aos 17 minutos, Esgaio, rematou ao lado e aos 20, Bracali, outra vez ele, negou o golo a Wilson Eduardo.

Na resposta a este lance, após insistência no ataque axadrezado, Obiora aproveitou uma bola morta junto à pequena área para restabelecer a igualdade. No primeiro remate à baliza, os donos da casa, faziam o empate.

A partir daqui o jogo entrou num frenesim vibrante. Aos 26, Wilson Eduardo foi derrubado na área e André Narciso, bem perto do lance, apontou para a marca dos 11 metros, o próprio Wilson Eduardo encarregou-se de colocar o Braga novamente na frente.

O Boavista partiu novamente para o ataque e aos 39 minutos, após excelente jogada individual de Mateus na esquerda do ataque axadrezado, onde fez gato e sapato de Marcelo Goiano, Yusupha aproveitou uma bola morta para voltar a fazer a empatar o jogo, desta vez a dois.

Sem tempo para respirar, aos 42, o angolano Mateus, fazia a cambalhota no marcador ao aproveitar, solto na pequena área, um bom cruzamento de Gustavo Sauer. Pela primeira vez o Boavista estava na frente no marcador, mesmo em cima do intervalo.

Como estes jogos tem sempre de tudo, o árbitro, André Narciso, recorreu ao VAR, já em tempo de compensação, apara anular uma decisão que havia tomado sobre um livre perigosíssimo à entrada da área de Tiago Sá. Instantes antes, a barra da baliza do guarda-redes de Moure que defende as cores minhotas, havia devolvido uma cabeçada que levava selo de golo. Após isto, esta louca primeira parte, chegava ao fim.

Ao intervalo, os adeptos só podiam estar satisfeitos. Cinco golos, futebol positivo e arbitragem, tirando o lance atrás mencionado, imaculada. Era de prever uma segunda parte de grande nível.

No reatamento nenhum dos técnicos mexeu no onze e aos 49 minutos, o espanhol Bueno, cobrou um livre frontal e bateu Tiago Sá, que não fica isento de culpas pois a bola entrou no seu lado, pela quarta vez. O Boavista, soube -se depois, mesmo em cima do minuto cinco da segunda parte, dava a machadada final no jogo.

Depois deste golo dos boavisteiros, os donos da casa abdicaram de atacar e entregaram as despesas da partida ao Braga. E o Braga partiu à procura de ser feliz, só que emergiu Bracali para negar mais golos aos arsenalistas.

O guarda-redes brasileiro que já passou pelo Porto, abriu o livro e aos 51, 58, 67 e 69 minutos, com soberbas intervenções, manteve a sua baliza sem mais golos e quando não foi o guarda-redes, foi o poste, que negou a felicidade a Dyego Sousa, aos 77 minutos.

Sem mais golos e com o Braga a arriscar tudo, o jogo chegou ao fim com um resultado pesado para aquilo que o Braga fez, mas no futebol, quem manda, são mesmo os golos e nesse capítulo, o Boavista foi superior ao Braga.

Para terminar, dizer que o árbitro foi uma figura quase invisível neste jogo e após o seu apito final, a loucura tomou conta dos adeptos axadrezados que invadiram o terreno de jogo.

Resta agora uma jornada para esta época chegar ao fim e o Braga, com três derrotas seguidas, vai tentar acabar o campeonato, na receção ao Portimonense, que chega a Braga com a sua manutenção garantida, com uma vitória que afaste o estado depressivo que se vive nas bancadas.

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: do Bessa (Porto)

ÁRBITRA: André Narciso (AF Setúbal).

BOAVISTA FC:

Bracali, Carraça, Neris, Gonçalo Cardoso e Talocha; Obiora, Rafael Costa (Ackah, 89’), Gustavo Sauer, Mateus (Jubal, 70’), Bueno (Perdigão, 78’,) e Yusupha.

TREINADOR: Lito Vidigal.

SC BRAGA:

Tiago Sá, Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo (Trincão,73’) e Sequeira; Palhinha, Ryller (João Novais, 50’), Ricardo Esgaio (Dyego Sousa, 56’) e Ricardo Horta; Wilson Eduardo e Paulinho.

TREINADOR: Abel Ferreira.

DISCIPLINA:

AMARELOS

BOAVISTA FC: Rafael Costa, 35’; Gonçalo Cardoso, 64’; Gustavo Sauer, 81’ e Bracali, 84’.

SC BRAGA: Bruno Viana, 48’.

VERMELHOS: nada a registar.

GOLOS: (0-1) Ricardo Horta, 6’; (1-1) Obiora, 21’; (1-2) Wilson Eduardo, 26’ (gp); (2-2) Yusupha, 39’; (3-2) Mateus, 42’; (4-2) Bueno, 49’.

© Fotos: Facebook Oficial Sporting Clube de Braga.

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