I LIGA: Duas fogaças na Feira para uma Páscoa Feliz

Publicado por em 20 Abril, 2019

Murilo, um dos melhores do SC Braga.
Ricardo Esgaio voltou a ser o “rei das assistências”.

Em véspera de Páscoa, o Braga ressuscitou para as boas exibições e deu seguimento ao ciclo vitorioso, iniciado a semana passada frente ao Tondela. Antes do apito inicial, jogadores do Feirense já sabiam que não há salvação possível, no próximo ano jogarão na Segunda Liga.

Depois de vencer o Tondela na última jornada, num jogo em que o resultado foi bom e a exibição foi pálida, os primeiros vinte minutos do Braga em Santa Maria da Feira faziam antever uma nova procissão dos passos futebolística, pois o Braga voltou a revelar pouca dinâmica, mais parecendo carregar uma pesada cruz. Mas aos 19 minutos, tal como diz o Professor Abel (o título é aqui empregue a pedido do próprio), a equipa içou as velas ao vento e encontrou as rotas de ataque, gizando uma primeira jogada bem delineada pelo flanco direito, que só não deu em golo porque o remate desviado por Fransérgio ao primeiro poste, bateu com estrondo, precisamente, no ferro mais próximo da baliza do Feirense. O partir daí, foi um Braga transfigurado, a trocar a bola rápido, a fazer boas combinações. Passado pouco tempo, Paulinho trabalhou na quina da área, rematou de pé esquerdo, tentando alvejar o ângulo mais distante, o tiro quase saía certeiro. Logo depois, novamente uma boa jogada de entendimento do flanco direito, Wilson Eduardo cruzou e Ricardo Horta apareceu na zona de finalização, rematou com força mas à figura do guarda-redes Caio Secco, que ainda assim defendeu com dificuldade. O próprio Wilson também tentou a sorte, com um disparo poderoso de fora da área, a bola ainda fez um arco e parecia ir na direção do golo, mas novamente Caio Secco correspondeu com defesa soberba. O Feirense respondeu por intermédio de Valencia, primeiro lançado em profundidade, aproveitou uma falha de sincronização entre Pablo e Viana, apareceu na cara de Tiago Sá após uma receção de bola com qualidade, mas a saída rápida do guarda-redes arsenalista impediu o colombiano de dar melhor sequência ao lance. O mesmo Valencia tentou corresponder a um cruzamento de cabeça, onde normalmente se joga com o pé, mas não causou incómodo por aí além a Tiago Sá. O Braga terminou a primeira parte em bom plano, a exibir dinâmica e capacidade de construir jogadas em futebol apoiado, algo que pouco se tinha visto diante do Tondela. Só pecaram os Gverreiros do Minho no capítulo da finalização.

Na segunda parte, uma alteração estratégica foi a chave para a vitória, quando o Professor Abel decidiu otimizar o caudal ofensivo pelo flanco direito do primeiro tempo, dando ordens a Ricardo Esgaio para subir mais. Pois, na primeira parte o nazareno manteve-se em zonas mais recuadas para formar uma linha de três com Viana e Pablo. Logo no primeiro lance da segunda parte, Esgaio progrediu no flanco, cruzou com conta, peso e medida, para Fransérgio e este apareceu na área a cabecear sem hipóteses de defesa para Caio Secco. O Braga não tirou o pé do acelerador, passados três minutos, Ricardo Horta aproveitou uma bola que sobrou na área e rematou de trivela, rasteiro, a bola passou a rasar o poste. A equipa do Feirense acusou o golo sofrido, não conseguindo esboçar uma reação imediata. O Braga foi controlando o jogo, até que aos 70 minutos Filipe Martins lançou a jogo Stivan. O possante avançado búlgaro, na sua primeira intervenção colocou a cabeça em água à defesa bracarense. Empolgados com esta iniciativa atacante, os fogaceiros acordaram para o jogo e voltaram a incomodar o último reduto dos bracarenses. No entanto, este arrojo dos homens da Feira criou espaços na retaguarda, que o Braga soube aproveitar para construir mais uma jogada pela direita, concluída por Ricardo Horta aos 76 minutos, depois de receber um passe de Ricardo Esgaio, que neste jogo voltou a ser o “rei das assistências”, tendo rubricado, quiçá, a melhor exibição da época. O treinador do Feirense arriscou tudo ao fazer entrar Edinho para o lugar do médio Cris e o jovem Afonso para o lugar de Tiago Gomes. Abel que já tinha lançado Trincão para o lugar de Wilson, reforçou a linha média com as entradas de Ryller para o lugar de Fransérgio, que estava amarelado, e J. Novais para o lugar de Ricardo Horta.

Até final não houve mais nenhum lance de perigo iminente e o Braga concluiu o jogo de forma tranquila, conquistando mais três pontos que lhe permitem manter-se na luta pelo pódio.

Boa Páscoa!

FICHA DO JOGO

LOCAL: Estádio Marcolino de Castro (S.ª M.ª da Feira).

ÁRBITRO: Fávio Veríssimo.

CD FEIRENSE:

Caio Secco; Mesquita (Stivan, 66′), Briseno, Flávio e Tiago Gomes (Afonso, 84); Babanco, Cris (Edinho, 77′) e Tiago Silva; Farias, Machado e Valencia.

TREINADOR: Filipe Martins.

SC BRAGA:

Tiago Sá, Ricardo Esgaio, Bruno Viana, Pablo e Murilo; Palhinha, Claudemir, Fransérgio (Ryller, 79′) e Ricardo Horta (J. Novais, 86’); Wilson Eduardo (Trincão, 72’) e Paulinho;

TREINADOR: Abel Ferreira.

DISCIPLINA:

AMARELOS

CD Feirense: Nada a registar.

SC BRAGA: Fransérgio, 69′; Claudemir, 73′.

VERMELHOS: Nada a registar.

GOLOS: (0-1) Fransérgio, 46’; (0-2) Ricardo Horta, 76’ .

© Fotos: Facebook Oficial Sporting Clube de Braga.

Categorizado como

Current track
Title
Artist