PL: SC Braga, 1 – Sporting CP, 0: Guerreiros voaram sobre leões e fizeram a Pedreira acreditar

Publicado por em 25 Setembro, 2018

Dyego Souza festeja o golo solitário do SC Braga

Dyego Sousa festeja o golo solitário do SC Braga

Não foi um espetáculo genial, mas foi digno de se ver. O Braga bateu o Sporting num clássico cheio de expectativas: afinal, em jogo estava a liderança e essa ficou dividida entre os da casa e os de Lisboa… mas do outro lado da segunda circular. Pela margem mínima, os Guerreiros do Minho tombaram os leões de Alvalade até ao quinto lugar e dividem agora liderança com o Benfica.

Que os arsenalistas entram em todo e qualquer jogo para ganhar já Abel Ferreira o repete, antevisão após antevisão. Certo é que melhor frase não podia caber para os primeiros minutos desta partida… Mas já lá vamos.

Perante um Sporting que tinha jogado na quinta-feira (disputa a fase de grupos da Liga Europa) com uma alteração em relação ao jogo Europeu com o Qarabag: entrou André Pinto para render Mathieu no centro da defesa leonina, o Braga apresentou-se com Claudemir como novidade no meio-campo (Palhinha está cedido pelos visitantes) e Tiago Sá foi dono da baliza pela primeira vez em casa no campeonato: para a taça da liga, frente ao Tondela, jogou Marafona. Foi um jogo de regresso, de vaivéns, alguns aplaudidos, outros… Nem tanto. Ordem na casa: Wilson Eduardo, Ricardo Esgaio e o próprio Abel Ferreira já foram leões. No sentido inverso, Peseiro já ocupou em duas ocasiões o banco de treinador principal no Braga, Battaglia e Jefferson jogaram de vermelho… E também André Pinto, que não teve um regresso feliz: da bancada, prometeu-se um “inferno” de cada vez que o central tocasse na bola. E o prometido… Em nada ficou devido.

A verdade é que o Braga entrou mesmo assim… Para ganhar e sem medo às garras do leão. Os primeiros minutos de jogo foram como canta a música: Braga, Braga, Braga. Os da casa encolhiam os forasteiros, mas a luta foi ficando mais renhida, particularmente no meio-campo. Primeira parte forte tacticamente, fraca para quem gosta de encher o olho. Sem grandes lances criativos, rasgos individuais ou bolas no poste que acordassem o adepto, mas houve uma bola parada que acordou a Pedreira e fez voar Tiago Sá para a defesa da noite. A dez minutos do intervalo, o guardião sacudiu com força e mestria o que poderia ter sido o golo de Nani, que penteou a bola após livre batido por Bruno Fernandes. Até ao intervalo, a luta continuou com o árbitro de critério largo e a deixar correr a partida.

As fichas estavam na mesa e a toada manteve-se no regresso ao relvado para mais 45 minutos. O Braga a pouco e pouco parecia querer voltar a crescer no jogo, mas os comandados de Peseiro congelavam, com ideia de provocar o erro arsenalista. Abel foi o primeiro no xadrez: para surpresa de muitos, fez entrar Eduardo que até então só tinha estado em campo 61 minutos na primeira jornada e não tinha deixado uma impressão brilhante. Certo é que foi o brasileiro quem deu a fórmula da vitória… Com um compatriota à mistura. O do costume. Cinco minutos foi o tempo necessário para Eduardo e Dyego Sousa causarem estragos.

A ficha ligou com Eduardo pela esquerda a cruzar para o coração da área onde estava Dyego, matreiro entre os centrais sportinguistas, a encostar para o fundo da baliza de Salin (que nada podia fazer no golo).

Se já estava difícil para o Sporting responder ao ímpeto dos da casa, mais difícil ficou. Os leões ainda assustaram com Jovane Cabral, que rendeu Nani, a obrigar Tiago Sá a trabalhar mais uma vez, mas pouco mais do que isso depois do golo solitário que deu vitória… E liderança repartida ao Braga.

Ousem voar, façam-nos acreditar”, assim se lia numa faixa pendurada que envolvia toda a bancada nascente no início da partida. O Braga voou mais uma vez até ao topo da tabela e fez acreditar uma Pedreira inteira que, apesar de fria, abraçou uma noite quente de Setembro com 16083 espectadores… Já acima dos 15 mil que pede o timoneiro arsenalista. O Braga voa agora até ao Jamor… No domingo. Na luta por mais três prontos frente à Belenenses SAD.

FICHA DO JOGO

Estádio: Municipal de Braga

Árbitro: Artur Soares Dias

SC Braga:

Tiago Sá, Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo Santos e Sequeira; João Novais e Claudemir; Ricardo Esgaio, Ricardo Horta (Fábio Martins, 80′), Wilson Eduardo (Eduardo, 62′) e Dyego Sousa (Fransérgio, 85′)

Treinador: Abel Ferreira

Sporting CP:

Salin, Ristovski, Coates, André Pinto e Acuña; Bruno Fernandes, Battaglia e Gudelj (Diaby, 85′); Nani (Jovane Cabral, 72′), Fredy Montero (Castaignos, 72′) e Raphinha

Treinador: José Peseiro

DISCIPLINA

Amarelos:

SC Braga: Pablo Santos (65′)

Sporting CP: Battaglia (75′) e Gudelj (83′)

Vermelhos: nada a assinalar

GOLOS: (1-0) Dyego Sousa, (67′)

Melhor em Campo: Dyego Sousa / Eduardo

© Fotos: Sporting Clube de Braga.

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