Direção do Vilaverdense FC demite-se em bloco.

Publicado por em 30 Junho, 2017

A Direção do Vilaverdense FC apresentou, esta sexta-feira, a demissão em bloco, com efeitos imediatos, devido a divergências com o presidente da Assembleia-Geral, Jorge Pereira.

Em comunicado, o elenco liderado por Eduardo Milhão acusa Jorge Pereira de, «nos últimos meses», fomentar «atitudes de crispação» com a Direção do clube.
Concretamente, a Direção diz que o presidente da AG solicitou um parecer jurídico, sobre deliberações da última Assembleia-Geral, nomeadamente a criação de uma SAD, «à revelia e sem qualquer conhecimento» do elenco diretivo, tendo a fatura sido entregue à contabilidade do clube.
Eduardo Milhão considera que a ação de Jorge Pereira «demonstra desrespeito e falta de consideração pelos membros da Direção».
«O clube passa a ser regulado pela ameaça velada e silenciosa proveniente do Eng.º Jorge Pereira, com prejuízo para a segurança e a certeza das relações do Vilaverdense com terceiros, o que afeta de forma decisiva a preparação da época desportiva», vinca.
O comunicado acusa ainda Jorge Pereira de ter estabelecido com a Direção «uma paz armada» pelo facto de pretender ter a seu lado, na próxima Assembleia-Geral, um assessor jurídico.

Leia o comunicado na íntegra:

«A Direção do Vilaverdense Futebol Clube vem comunicar que apresentou nesta data a sua demissão em bloco, com efeitos imediatos.
A demissão em bloco fica a dever -se ao relacionamento da Direção com o Eng.º Jorge Pereira, na sua qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Nos últimos meses, o Eng.º Jorge Pereira tem fomentado atitudes de crispação com a Direção do Clube, em que sobreleva a existência de um clima de profunda falta de confiança e que inviabiliza gravemente o regular funcionamento dos órgãos sociais.
Com efeito, entre outros, o Presidente da Mesa recusa-se a dar a conhecer à Direção o texto da Ata da última Assembleia Geral, sem apresentar qualquer justificação para o ato. Refere que não. É o não pelo não. Ao não justificar, leva a considerar que exista um qualquer interesse do Eng.º Jorge Pereira que não quer revelar.
Nesta mesma linha, à revelia e sem qualquer conhecimento da Direção, o Presidente da Mesa solicitou um parecer jurídico que versará, ao que se sabe, sobre a última Assembleia Geral. Note-se que nesta Assembleia, o próprio Eng.º Jorge Pereira votou favoravelmente as deliberações, as quais, aliás, foram aprovadas por unanimidade dos sócios. A hipocrisia deste ato contribui para o afastamento dos órgãos sociais.
A isto acresce que, neste âmbito, a despesa foi realizada por aquele sem o mínimo conhecimento da Direção, limitando-se a apresentar a fatura dos serviços prestados para que a Direção pagasse. Esta atuação do Eng.º Jorge Pereira demonstra desrespeito e falta de consideração pelos membros da Direção que nada recebem pela execução das suas funções.
O Presidente da Mesa pretende exercer funções executivas, contratando e realizando despesa, autonomamente. Esta é uma competência da Direção, e não da Mesa da Assembleia Geral.
Até à data, o Eng.º Jorge Pereira estabeleceu com a Direção uma paz armada. É sintomático disto que na Convocatória da próxima Assembleia e, pela primeira vez neste Clube, informou que terá ao seu lado a presença de um Assessor Jurídico. A Assembleia é um momento de paz entre os sócios, mas o Eng.º Jorge Pereira pretende que ela seja armada, o que entendemos que envergonha o Vilaverdense Futebol Clube.
A Direção assumiu o compromisso de exercer as suas funções com respeito pelo mandato que os sócios conferiram. É este o compromisso que a Direção quer honrar e que este clima está a impedir.
Esta atuação evidencia que não existe respeito nem um ambiente salutar de cooperação entre os órgãos sociais, em benefício do Vilaverdense.
A instalação desta conturbação no Vilaverdense propaga-se exponencialmente para fora dele, aos sócios, aos atletas, aos patrocinadores e aos simpatizantes. O clube passa a ser regulado pela ameaça velada e silenciosa proveniente do Eng.º Jorge Pereira, com prejuízo para a segurança e a certeza das relações do Vilaverdense com terceiros, o que afeta de forma decisiva a preparação da época desportiva.
Cremos que a manutenção desta situação ao longo do mandato pode destruir a existência do Clube, com o que não podemos compactuar.
A demissão determinará devolver a palavra aos sócios. A eles, sim, cabe decidir.
O Vila é uma Nação!»

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