CP: Vitória do Vilaverdense muito suada

Publicado por em 11 Novembro, 2018

Vilaverdense FC 1-0 GD Mirandês

Um golo de Paulinho, aos 15 minutos de jogo, chegou para o Vilaverdense vencer o primeiro jogo em casa desta época. Numa partida equilibrada e entretida o final aqueceu os ânimos e o árbitro expulsou dois jogadores, um para cada lado, com vermelho direto já após o apito final.

No Cruz do Reguengo, a casa do Vila, a formação de Nélito, depois de uma boa prestação na semana passada na Trofa, recebeu a formação do GD Mirandês com um único objetivo: vencer. E conseguiu cumprir esse desígnio e alcançar, à décima primeira jornada do campeonato, a primeira vitória da temporada no seu terreno.

Ambas equipas entraram em campo enterradas na tabela, por isso, não restava ao Vila e ao Mirandês, outro remédio senão ir à procura dos golos. Começaram melhor os forasteiros, mais ligados e com maior mobilidade. Com o decorrer dos minutos a equipa da casa começou a equilibrar a partida e o golo, aos 15 minutos, marcado por Paulinho com uma boa cabeçada após cruzamento da direita de Pedro Pereira, dava vantagem à formação da casa e sublinhava o maior domínio, por esta altura, no jogo. Notou-se também, que este golo, tranquilizou a equipa de Vila Verde, que só se afligia por culpa própria, pois muitas vezes, principalmente no sector mais recuado, algum facilitismo colocava o Mirandês com possibilidade de chegar à baliza de Miguel Palha.

Urge que o Vila ponha fim a esta forma de atuar algo displicente, para se livrar, como hoje não conseguiu fazer, de sustos que poderiam ser evitados se o conjunto de Nélito fosse mais pragmático. Não é à toa que o treinador vai dizendo, jornada após jornada, que falta maturidade à sua equipa e jogadores que tragam experiência ao jogo individual e coletivo.

No meio destas situações mais aflitivas o Mirandês ia conseguindo importunar Miguel Palha que, com maior ou menor dificuldade, conseguia por cobro a todos os intentos dos forasteiros.

O intervalo chegou com o Vila na frente e com a certeza de que a segunda parte seria de sacrifício para a formação da casa.

Logo no arranque se percebeu que o GD Mirandês vinha com a clara noção de, pelo menos, marcar um golo e neste período, embora com mais domínio das operações, o Mirandês tentava, mas não conseguia criar grande perigo. Apenas por uma vez o conseguiu fazer, à saída de um canto, depois de vários ressaltos, um remate de Kenny só não deu golo porque a mira não estava calibrada. Miguel Palha nada podia fazer e desviou a bola com os olhos pregado no chão. Minutos mais tarde, a bola chegou mesmo a entrar na baliza do Vilaverdense, mas a equipa de arbitragem, liderada por João Laranjeira, viria a anular o lance por fora de jogo. Uma decisão que deixou os jogadores, equipa técnica e adeptos fora de si. Uma palavra de apreço para os adeptos do clube transmontano, que numa tarde de inverno, com muita chuva à mistura, se deslocaram a Vila Verde para apoiar a sua equipa. Só uma palavra define esta atitude: amor. Parabéns.

O jogo continuou na mesma toada e o Vila tentava sacudir a pressão, mas a bola andava sempre mais perto da baliza de Miguel Palha do que de Nuno Castro e assim, os adeptos da equipa da casa, sempre constantes no apoio, viviam em constante sobressalto porque nisto do futebol, sabe-se que um golo de diferença é margem demasiado curta para deixar alguém tranquilo.

Nos bancos os técnicos mexiam no xadrez à procura das melhores soluções, mas é aqui que se nota, sem que isto seja uma crítica aos atletas, que no banco, as soluções que Nélito tem à sua disposição não acrescentam maturidade ao jogo e numa equipa que vive no baixo da tabela, era muito importante que as soluções fossem de maior grau de experiência.

Os minutos finais foram frenéticos. Com o jogo partido entrou-se numa espiral de parada e resposta. Ora atacava o Vila, ora atacava o Mirandês e o fim do jogo chegou com a vitória do Vilaverdense e uma embrulhada impressionante no relvado.

O jogador Mané, do Mirandês, entrou duro sobre Alexis, que foi pedir satisfações de forma mais vigorosa ao defesa forasteiro, este respondeu com uma cabeçada e a partir daqui, o caldo ficou entornado. O árbitro fez o que tinha a fazer e deu ordem de expulsão aos dois jogadores mostrando o vermelho directo a ambos. Enquanto o árbitro procedia de forma disciplinar, de um lado e de outro, houveram atitudes pouco dignas, mas regista-se negativamente a ação do defesa do Mirandês que havia sido expulso, que ainda se travou de razões com o treinador Nélito e com mais jogadores do Vila. No fim, quando tudo parecia mais calmo, a confusão rumou para a zona dos balneários com os adeptos da equipa da casa a tirarem satisfações com os jogadores do Mirandês. Um final nada digno, que não serve de exemplo para ninguém e que deve fazer os atletas refletir.

Sobra desta confusão final a vitória do Vila, que passa a somar sete pontos e pode, espera-se que sim, começar a fazer um percurso que a tire dos lugares mais fundos da tabela. Na próxima semana a deslocação é ao difícil terreno do São Martinho.

Estádio: Cruz do Reguengo (Vila Verde)

Árbitro: João Laranjeira (AF Coimbra)

Vilaverdense FC:

Miguel Palha; Kiko, Nené, Miguel Almeida, Gabi; Pedro Araújo e Paulinho; Tiago Vilela (Tomás Gama, 71′), Pedro Pereira (Rui Neves, 80′), Nuno Pereira (Alexis, 71′) e Campinhos.

Treinador: Nélito.

GD Mirandês
Nuno Castro, Alberto, Michel (cap) (Bé, 70′), Mané e Ivo (Litcha, 46’); Romário, Kenny e Zé Campos; Henrique (Cláudio, 61′), Amadi e Rúben Rodrigues.
Treinador: Francisco Parreira.

DISCIPLINA

Amarelos:

Vilaverdense FC: Paulinho (36’), Alexis (67), Nené (77).

GD Mirandês:Sérginho (66), Mário Sousa (82).

Vermelhos:

Vilaverdense FC: Alexis, 90+5’.

GD Mirandês: Mané, 90+5’.

Golos: (0-1) Paulinho (15’).

Melhor em campo Vilaverdense: Paulinho.

© Fotos: Luís Ribeiro Ribeiro.

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