CP: Vitória do Trofense sobre o Vilaverdense não sofre contestação.

Publicado por em 24 Março, 2019

Duarte Duarte (Trofense) em luta com Nené (Vilaverdense).
Duarte Duarte (Trofense) em luta com Nené (Vilaverdense).

Mais uma jornada com o Vilaverdense a receber um dos candidatos ao play-off e, no terreno de jogo, ficou bem vincada a diferença entre as equipas. O resultado final, 1-5, favorável ao Trofense, é demasiado pesado para o Vilaverdense.

Cedo se percebeu que o Vilaverdense, por muito que até quisesse, nunca conseguiria vencer este jogo e aos quatro minutos, quando Bruno Moraes abriu o marcador, a dúvida transformou-se em certeza quando o avançado brasileiro do Trofense, em fora de jogo, fez o primeiro da tarde e fez também, com esse tento, o castelo do Vila (que tem muitas fragilidades) começar a desmoronar-se.

Este tónico para a equipa da Trofa não era necessário, porque se percebia dentro das quatro linhas, a diferença de qualidade existente de parte a parte, mas o (fraco) trio de arbitragem vindo da Madeira, liderado pelo inexperiente Anzonhy Rodrigues, consumava o golo e tornava a tarefa dos homens de Vila Verde, praticamente impossível.

Importa referir, para que não restem dúvidas, que não foi pelo árbitro que o Vila perdeu, longe disso, mas muitas das decisões que foram por ele (e restante equipa) tomadas, tiveram um denominador comum: foram, quase sempre, favoráveis aos forasteiros.

Tão cedo em vantagem, a formação do Trofense ficava ainda mais cómoda no jogo, pois numa série tão competitiva como esta, com os primeiros separados por poucos pontos, cada um que seja conquistado, aproxima as equipas dos objetivos.

A única coisa que se estranha é que este Trofense, onde pontificam jogadores como: Pedro Cavadas, Duarte Duarte, Elísio Esteves, Bruno Moraes e Cícero, entre outros, não esteja folgado na frente da tabela.

A tarde era quente e o Trofense, em vantagem, decidiu congelar o jogo e ofereceu a posse da bola ao Vila, mas sempre que podia, em saídas rápidas, tentava aproveitar as costas da defensiva dos donos do terreno e o segundo golo, numa grande penalidade bem cavada pelo experientíssimo Duarte Duarte, que o árbitro prontamente assinalou, levou Bruno Moraes para a marca dos 11 metros, para fazer o segundo da tarde, da sua conta pessoal e colocar a sua equipa com margem folgada de vantagem.

Estávamos ainda no minuto 24 de jogo e percebia-se que a vitória estava quase entregue. Quatro minutos mais tarde, Mika, o experiente capitão dos forasteiros, aproveitou um ressalto à entrada da grande área do Vila, após um canto na direita, para marcar o terceiro, naquele que foi o melhor golo da tarde. Um remate seco, bem colocado, sem hipóteses de defesa.

Por esta altura, com meia hora de jogo, o resultado começava a ganhar contornos preocupantes, mas à passagem do minuto 32, Paulinho, em posição duvidosa (fica-se com ideia que estaria em fora de jogo, mas com 0-3 no marcador, a equipa de arbitragem colocou em campo a lei da compensação, aquela que todos negam mas que todos sabem também, que existe), reduzia a desvantagem e dava algum alento às suas tropas.

Este era o melhor período do Vilaverdense no jogo. O golo soltou a equipa. Só que no melhor pano cai a nódoa e dum livre atacante (junto à área do Trofense), nasceu o quarto golo visitante. A jogada de combinação não saiu e quem saiu rápido para o ataque foram os da Trofa, Marcos Ferreira e Kiko, ao tentarem cortar a bola, chocaram um contra o outro e Felipe Augusto, com a baliza deserta, fez o que lhe competia e confirmava, mesmo em cima do intervalo, que o Vila, neste jogo, não iria pontuar.

Após o intervalo percebeu-se que a intenção do Trofense era deixar rolar o jogo porque a vitória estava no papo e o golo (mal) anulado a Tiago Vilela, por fora de jogo, deu a entender duas coisas, a primeira e mais importante: o árbitro assistente no intervalo tinha melhorado, em grande escala, a sua análise nos lances de fora de jogo, só foi pena que não tenha tido essa mesma visão de lince na primeira parte; e a segunda, mais dura mas não menos verdade, era de que o Vila até podia tentar, mas o resultado, mais golo menos golo, estava feito.

É certo que o Vila tentou, mas a maturidade do Trofense não deixou que os da casa fossem mais felizes. E o árbitro, mesmo no fim, não conseguiu ver um jogador do Trofense ajeitar a bola com a mão dentro da sua área, mas viu um derrube, no seguimento do lance, de Marcos Ferreira sobre Paulo Pereira. Novo pontapé de penalti e Bruno Moraes, novamente chamado a converter, enganva outra vez o guarda-redes, fechava as contas do jogo e assinava um hat-trick.

A vitória do Trofense não merece nenhuma contestação, seria rídiculo sequer pensar tal, o que merece reparo é o fraco (para sermos simpáticos) trabalho do árbitro. Aos 30 anos, percebe-se que o Sr. Anzhony Rodrigues, tem muito que melhorar, ou então não.

Para terminar, apenas uma constatação: saber perder não é fácil e saber ganhar é uma arte que nem todos conseguem ter. Anda por aí muita gente que não sabe ganhar. É pena.

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Cruz do Reguengo

ÁRBITRO: Anzhony Rodrigues (AF Madeira)

VILAVERDENSE FC:

Marcos Ferreira, Gabi, Nené, Pedro Araújo e Hugo Costa; Rodilson (Tomás Gama, 67′), Paulinho e André Salvador; Kiko (Kenny Valinhas, 58′), Pedro Pereira e Tiago Vilela (Rui Neves, 76′);

TREINADOR: Gaspar Silva.

CD TROFENSE:

Pedro Cavadas, Edu Silva, Mika, Robinson Asprilla e Evandro; Yohan (Cícero, 75′), Paulo Pereira, Elísio Esteves (André Pinto, 69′), Felipe Augusto, Duarte Duarte (João Pedro, 65′) e Bruno Moraes.

TREINADOR: Hélder Pereira.

DISCIPLINA:

AMARELOS

VILAVERDENSE FC: Hugo Costa, 34’; Tiago Vilela, 55’ e Kenny Valinhas, 72’;

CD TROFENSE: Edu, 35’; Paulo Pereira, 40’ e Evandro, 86’;

VERMELHOS: nada a registar

GOLOS: (0-1) Bruno Moraes, 4’; (0-2) Bruno Moraes, 24’ (gp); (0-3) Mika, 28’; (1-3) Paulinho, 32’; (1-4) Felipe Augusto, 42’; (1-5) Bruno Moraes, 82’ (gp).

©Fotos: Luís Ribeiro.

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