CP: Vilaverdense ressuscitou para as vitórias na sexta-feira Santa.

Publicado por em 19 Abril, 2019

Miguel Palha, o melhor do jogo.
Miguel Palha, o melhor do jogo.

Em Chaves, a jogar contra a equipa Satélite flaviense, o Vilaverdense pôs fim a uma série (negra) de 14 jogos sem vencer (13 derrotas e um empate), ao ganhar por 1-2, neste jogo da jornada 31 do CP. Um golo de Kenny Valinhas, antes do intervalo e outro no reatamento de Pedro Araújo, permitiram ao Vila regressar às vitórias e o golo de Aliu, mesmo em cima dos 90 minutos, para os da casa, não foi suficiente para evitar que os minhotos viessem de Trás-os-Montes, com os 3 pontos.

Nesta época festiva que estamos a viver, o mundo religioso, à sexta-feira que antecede o domingo Páscoa, assinala a morte de Jesus Cristo e só no domingo se celebra a sua ressurreição, pois bem, em Chaves, o Vilaverdense celebrou a sua ressurreição para as vitórias na sexta-feira Santa e ficou a perceber-se, que depois de ter vencido em dia de Reis (seis de janeiro de 2019, a partir daí foram 14 jogos sem vencer) o Vila dá-se bem com as épocas festivas.

Com algumas ausências na equipa que habitualmente joga de início, Gaspar Silva, técnico minhoto, montou um onze com os jogadores disponíveis e até viu, no arranque da partida, a equipa de o Chaves Satélite dominar as operações e parecia que a viagem até Trás-os-Montes tinha deixado marcas na equipa do Vila.

As primeiras oportunidades foram dos homens da casa, que também apresentaram uma equipa inicial com algumas mudanças e com destaque para dois jogadores, Botelho, a cumprir o primeiro jogo a titular e André Liberal, que fazia o seu segundo jogo, ambos com 16 anos e ainda com idade juvenil.

O Vila só aos 20 minutos é que começou a equilibrar a contenda, antes disso, aos 16, Miguel Palha fez uma defesa estrondosa após remate violento de Mika.

Conforme se disse, a partir dos 20 minutos, a equipa minhota começou a ter mais bola, quase sempre por três homens que hoje estiveram em bom plano, André Salvador, Olatunji e Aldair e aos 24 minutos, Salvador deu um primeiro aviso e no seguimento da jogada, depois do Vilaverdense recuperar outra vez a bola, Rui Neves (também ele autor de uma boa exibição), serviu de bandeja Rui Amaral, que fugiu da esquerda para a direita, mas o domínio de bola não foi o melhor e no cara a cara com Samu, foi mais forte o guarda-redes da equipa da casa.

Estávamos, por esta altura, numa fase dividida do jogo e aos 29 minutos, André Liberal, bem tentou, com um excelente remate cruzado, fazer o primeiro golo do jogo, mas a tarde era de Miguel Palha, que desviou a bola após uma excelente estirada e, dessa forma, voltava a negar o golo aos flavienses.

O golo viria a surgir, aos 44 minutos, mas para o Vila. Um grande passe de Salvador para as costas da defesa do Chaves foi aproveitado por Kenny Valinhas, depois de Botelho falhar o corte, para, à entrada da grande área, rematar seco e colocado sem possibilidade de defesa para Samu, que bem se atirou, mas nada havia a fazer. Com este golo, o Vila chegava ao descanso em vantagem. Uma raridade esta época.

Todos os minutos são bons para fazer golos, mas há uns melhores do que outros e marcar mesmo em cima do intervalo, motiva quem marca e faz mossa em que sofre. E se marcar antes do descanso é bom, voltar a marcar quase logo no reatamento, é excelente. Foi isso que o Vilaverdense fez. A equipa de Gaspar Silva entrou bem no segundo período e aos 52 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Pedro Araújo foi mais lesto e bem dentro da pequena área, elevou-se e cabeceou a contar e dava vantagem mais folgada à sua equipa. O Vila estava na frente e por 0-2.

Nesta altura Carlos Guerra, treinador flaviense, foi ao banco e chamou a jogo algumas das trutas que lá estavam sentadas. Estas mexidas deram maior acutilância ao Chaves, mas foi aí que voltou a brilhar Miguel Palha, com uma dupla intervenção aos 63 minutos, a negar, de forma brilhante, o golo, com duas defesas extraordinárias, a remates quase dentro da pequena área. Estava encontrado o homem do jogo. Que momento do guarda-redes minhoto.

Esta dupla intervenção do guarda-redes do Vila deu confiança à equipa, que começou a acreditar que, dificilmente, a vitória fugiria. E não fugiu, mesmo tendo Aliú, aos 90 minutos, reduzido a desvantagem e Gustavo, quase em cima do tempo complementar, não ter conseguido emendar à boca da baliza.

A vitória não fugiu e assenta bem ao Vilaverdense, que assim põe cobro a uma série complicada de resultados negativos. Com este desfecho, Gaspar Silva (visivelmente satisfeito no fim do jogo) também conseguiu a sua primeira vitória enquanto treinador do plantel sénior do Vilaverdense.

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Complexo Desportivo Francisco Carvalho (Chaves).

ÁRBITRO: João Pereira (AF Porto).

CHAVES SATÉLITE:

Samu, Sérgio Conceição, Botelho (Moisés, 81’), Tiago Palancha e Afonso; Ruca, Faissal (Gustavo, 52’) e Sangaré; Mika, Batxi e André Liberal (Aliu, 60’)

TREINADOR: Carlos Guerra.

VILAVERDENSE FC:

Miguel Palha, Kiko, Nené, Pedro Araújo e Gabi; André Salvador, Olatunji e Aldair; Rui Amaral (Nuno Pereira, 72’), Rui Neves (Tomás Gama, 83’) e Tiago Vilela (Kenny Valinhas, 18’);

TREINADOR: Gaspar Silva.

DISCIPLINA:

AMARELOS

CHAVES SATÉLITE: TiagoPalancha, 78’; Ruca, 85’ e Batxi, 90+1’.

VILAVERDENSE FC: nada a registar.

VERMELHOS: nada a registar

GOLOS: (0-1) Kenny Valinhas, 44’; (0-2) Pedro Araújo, 52’; (1-2) Aliú, 90’.

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