CP: Qualidade dita leis em nova derrota do Vilaverdense.

Publicado por em 10 Fevereiro, 2019

André Salvador, o melhor do Vilaverdense.
André Salvador, o melhor do Vilaverdense.

O Vilaverdense perdeu, por números expressivos (1-4), na receção ao Mirandela e complicou (ainda mais) as contas da manutenção. Superior em todas as fases do jogo, a formação transmontana sai do Cruz do Reguengo com os três pontos que fazem jus aquilo que se passou durante os 90 minutos.

Contra factos não há argumentos, o Mirandela foi melhor e venceu em Vila Verde no jogo da jornada 21 do Campeonato de Portugal e deixou o Vilaverdense com o caminho das distritais cada vez mais à vista.

Este era mais um jogo complicado para o Vila, os transmontanos, mesmo tendo mudado de treinador a meio da semana (Rui Borges assumiu o comando o Ac. Viseu da Liga Ledman Pro), tem processos bem consolidados e um conjunto de jogadores de qualidade elevada que dão à dimensão do jogo dos homens agora orientados pelo jovem Luís Pinto, um enorme talento, isto tudo, aliado às fraquezas sobejamente conhecidas no Vilaverdense, ditaram o resultado final.

O jogo começou com os forasteiros a tomarem, desde o arranque, o controlo das operações e logo aos seis minutos, Zé Ricardo, obrigou Palha à primeira grande intervenção da tarde. Este momento mais não foi do que o adiar do primeiro golo, que surgiu aos oito minutos, apontado por Adílio Varela, num lance que originou muitos protestos dos locais e fica-se com a clara noção de que as queixas tinham razão de ser, pois parece ter havido carga sobre Miguel Palha antes do avançado fazer o seu primeiro tento da tarde.

Este golo despertou o Vila, que começou a tentar, com passes longos para as costas da defensiva contrária, aproveitar a velocidade de Tiago Vilela e Kenny e, aos 14 minutos, após um pontapé de canto, Nené foi agarrado na pequena área e o árbitro não teve outro remédio se não apontar para a marca dos 11 metros. Chamado a converter, André Salvador, com muita classe, fez o tento do empate. A resposta do Vila era assertiva e parecia que havia nova alma neste jogo.

Até ao intervalo, não surgiram mais golos, mas o sinal mais vai todo para a equipa visitante, que controlou o jogo, teve mais posse e muitas vezes a bola a rondar a baliza de Miguel Palha. O resultado ao intervalo aceitava-se, mas a nota mais era para o Mirandela.

No reatamento, percebeu-se logo que a equipa de Trás-os-Montes vinha com outra velocidade e não foi surpresa para ninguém quando Kelvin, aos 51 minutos, fez o segundo golo da sua equipa. Na ressaca de um canto, o central da equipa de Mirandela, Zaidu, ganhou a dividida no lado direito do ataque e entregou de bandeja para Kelvin fuzilar as redes dos visitados. Por esta altura o Vila estava, completamente amarrado e os forasteiros prosseguiam o seu jogo e os golos.

Aos 59, Adílio Varela bisou, mais um lance pelo lado direito, neste caso por intermédio de Renato Reis, que cruzou rasteiro para o poste mais distante e lá, o avançado, solto e em posição duvidosa, fez o terceiro. Este golo, deitou por terra qualquer tentativa de o Vila pontuar nesta partida.

Mas há que ressalvar que a equipa de Nélito, muito pelo pulmão de André Salvador, nunca se entregou ao jogo e tentou sempre, conforme podia, chegar à frente. Até que surgiu o momento do jogo, protagonizado pelo lateral direito transmontano, João Loureiro, que do meio da rua pelo corredor central, a uns 35/40 metros a baliza, rematou ao angulo para selar, com um belo tiro, o resultado final.

Até ao fim, o Mirandela geriu e o Vila tentou criar alguma incerteza no resultado, mas tudo era feito aos repelões e sem grande clareza por parte dos minhotos que nunca assustaram verdadeiramente o último reduto transmontano.

Nota final para o trio de arbitragem da AF de Viana do Castelo, liderado pelo monçanense Fábio Nunes, é notória a falta de qualidade do referido árbitro e da dupla de assistentes que o acompanha e hoje, isso ficou provado, pois o Vila tem claras razões de queixa do juiz deste jogo, pois em duas ações, prejudicou a equipa da casa, contudo, ressalva-se, que não terá sido pelo árbitro que o Vila perdeu, mas nestes jogos, é preciso mais qualidade, ou pelo menos alguma, dos senhores do apito.

No fim do jogo Nélito deixou no ar algum desconforto com vilaverdenses que não apoiam a equipa, já Luís Pinto, técnico que esta semana tomou conta dos destinos do Mirandela, saudou o trabalho do seu antecessor e diz que a sua equipa vai lutar jogo a jogo.

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Cruz do Reguengo (Vila Verde).

ÁRBITRO: Fábio Nunes (AF Viana do Castelo).

VILAVERDENSE FC:

Palha, Gabi, Pedro Araújo, Nené e Miguel Almeida; Rodilson (Kehinde, 76’), Paulinho e Salvador (Ruca, 77’); Pedro Pereira, Tiago Vilela (Rui Jorge, 64’) e Kenny Valinhas.

Treinador: Nélito.

SC MIRANDELA:

Pedro Fernandes, João Loureiro, Nuno Corunha, Zaidú Sanussi e Zé Ricardo; Tissone (Carlos Ponte, 68’), Kelvin, Clayton e Renato Reis (Manecas, 77’); Adílio Varela (Austin, 75’) e Carlos Eduardo.

Treinador: Luís Pinto.

DISCIPLINA

AMARELOS:

VILAVERDENSE FC: Pedro Pereira, 23’; Pedro Araújo, 39’; Rodilson, 44’; Paulinho, 69’;

SC MIRANDELA: Tissone, 19’; Zé Ricardo, 49’;

VERMELHOS:

Nada a assinalar

GOLOS: (0-1) Adílio Varela, 8’; (1-1) André Salvador, 14’ (gp); (1-2) Kelvin, 51’; (1-3) Adilio Varela, 59’; (1-4) João Loureiro, 67’;

©Fotos: Luís Ribeiro.

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