CP: Mirandela – 3, Vilaverdense – 2

Publicado por em 8 Outubro, 2017

Para lá do Marão, ganharam os que lá estão. Numa tarde quente de um verão que teima em não acabar, o Vilaverdense fez, quiçá, o mais difícil: marcar cedo. Mas depressa um início auspicioso se foi paulatinamente transformando numa amarga derrota.

O treinador António Barbosa, na véspera, para além do vasto conhecimento revelado sobre o SC Mirandela, anteviu as dificuldades que se vieram a confirmar. O Mirandela é, de facto, muito forte em sua casa e apresenta uma forma de jogar que em nada facilita a vida daqueles que, tal como o Vilaverdense, gostam de tratar bem a redondinha.
No onze inicial, algumas novidades: Henrique Gomes estreou-se a titular, no lugar de Carneiro que na véspera adoecera. Talvez por saber que a ala direita do ataque do Mirandela era forte, António Barbosa optou por colocar Danilo na ala esquerda, para este garantir um melhor apoio defensivo ao lateral que se estreava nesse jogo, preterindo assim Rafa Miranda.
Porém, aquilo que se julgava ser difícil, pareceu tornar-se fácil quando, praticamente na primeira investida dos “verdes” à baliza adversária, Ahmed foi lançado pela esquerda e fez magia. Driblou o adversário e cruzou com arte ao segundo poste, onde apareceu, fulgurante, Zé Pedro a cabecear para o golo. Estava aberto o marcador, decorriam 3 minutos de jogo.
Porém, o Vila não foi capaz de gerir este bom início. À passagem do 11.º minuto, o Mirandela desenvolveu uma jogada pela esquerda, o lateral-esquerdo cruzou largo para a área, onde apareceu Angola a cabecear, Pedro Freitas bloqueou, mas a bola ressaltou em Rafael Vieira e acabou no fundo da baliza. Estava feito o empate.
A equipa do Vilaverdense acusou o golo sofrido e sentiu grandes dificuldades para produzir o seu futebol. Apesar de não ter criado grandes ocasiões de perigo na primeira parte, a equipa da casa estava mais confortável no jogo. Ainda assim, o lance de maior perigo na primeira parte, após o golo do empate, aconteceu aos 29 minutos, quando Ahmed na meia lua, rematou a bola em arco, na tentativa de alvejar o ângulo superior esquerdo da baliza do Mirandela. A bola não passou muito longe do alvo.
O empate ao intervalo ajustava-se e quando se pensava que o Vilaverdense fosse entrar melhor, à semelhança do que já sucedeu noutros embates, foram os da casa que entraram com a corda toda.
Aos 48’, Bruno Magalhães deixou o primeiro aviso, num remate fora-de-área. Aos 52’, num arremesso lateral o defesa direito do Mirandela tabelou com um companheiro, cruzou largo para o segundo poste, a defesa vilaverdense não conseguiu aliviar a bola, esta sobrou para Ricardo Mangas que à entrada da área, sem oposição, rematou de pé direito, com pouca força mas colocado, e fez a cambalhota no marcador. Ficou a sensação de que tanto a defesa do Vila, como o guarda-redes Pedro Freitas, poderiam ter feito mais para evitar o golo.
António Barbosa não perdeu tempo e lançou a jogo Rafa Miranda e Joel Silva, na tentativa de inverter a situação. Mas logo a seguir, o Mirandela dilatou a vantagem, num lance muito semelhante ao do segundo golo. Novamente, cruzamento longo da direita e a aparecer Grinood ao segundo poste a cabecear.
Este terceiro golo foi como que um soco no estômago para o Vilaverdense, que ao minuto 64’ esteve perto de sofrer o quarto, na sequência de uma boa jogada de transição ofensiva do Mirandela, valeu que no momento de atirar para o golo Angola não teve arte, nem engenho, suficientes.
E quando parecia que o Vilaverdense tinha sofrido KO, eis que aos 66 minutos Rafa Miranda progrediu na esquerda, rematou com pouca força, mas o guarda-redes do Mirandela não foi capaz de segurar. Aproveitou muito bem Zé Pedro a benesse, o avançado do Vilaverdense surgiu muito rápido e reduziu para 3-2. Os visitantes reentravam na discussão do jogo.
Logo após a obtenção do segundo golo, António Barbosa arriscou tudo ao fazer entrar Tanela para o lugar de André Salvador. No entanto, a equipa do Mirandela não permitiu a avalanche ofensiva do Vilaverdense. Além disso, o técnico Rui Borges percebeu que teria mais probabilidades de êxito se tentasse guardar a vantagem mínima, ao invés de a tentar dilatar novamente. Por isso, optou por substituições mais conservadores. O intenso calor que se fazia sentir acabou por retirar disponibilidade física aos jogadores e também discernimento, fatores que acabam por pesar menos em quem defende um resultado e mais em quem está à procura deste, como era o caso do Vilaverdense.
Os minutos foram passando, até final, com o jogo a perder interesse e qualidade. O jogo terminou após os cinco minutos de prorrogação determinados pelo árbitro. O Vilaverdense sofreu a sua primeira derrota nesta temporada e, com este resultado, perdeu igualmente a liderança da Série A do Campeonato de Portugal.

Ficha de Jogo:

Local: Estádio São Sebastião;

Árbitro:  Iancu Vasilica (AF Vila Real);

SC Mirandela:

Pedro Fernandes; Cláudio Tavares, Corunha, Sanusi e Mangas; Bruno Magalhães (cap.), Flávio Cristovão (Vítor Pereira, 73′) e Kelvin; Angola (Ivo, 90+2′), Anderson Zangão (Varela, 73′) e Grinood.

Treinador: Rui Borges;

Vilaverdense FC:

Pedro Freitas; Pedro Lemos, Nené (cap.), Rafael Vieira e Henrique Gomes; Ibraima, André Salvador (Tanela, 67′) e Ahmed; André Soares (Rafa Miranda, 56′), Danilo (Joel Silva, 56′) e Zé Pedro.

Treinador: António Barbosa;

Cartões Amarelos:

SC Mirandela: Sanusi, 61′; Mangas 78′;

Vilaverdense FC: Zé Pedro, 18′; Pedro Lemos, 87′;

Cartões Vermelhos: nada a assinalar;

Golos: (0-1) Zé Pedro, 3’; (1-1) Rafa Vieira (a.g.), 11’; (2-1) Mangas, (3-1) Grinood, (3-2) Zé Pedro.

Prémio Melhor em Campo VFC / Bola P’ra Frente: Zé Pedro

 

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António Barbosa

Rui Borges

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