CP: Derrota em Miranda do Douro atira Vilaverdense para os distritais.

Publicado por em 1 Abril, 2019

Vilaverdense perde em Mirando do Douro, 2-1, e passa a ser lanterna vermelha.
Vilaverdense perde em Mirando do Douro, 2-1, e passa a ser lanterna vermelha.

A derrota do Vilaverdense no terreno do último classificado (que, entretanto, e fruto desta vitória deixou de o ser por troca com o Vila), GD Mirandês, por 2-1, aliado à vitória do Torcatense no dérbi concelhio contra o Taipas, consumam um facto que há muito se avizinhava: a descida de divisão e a queda aos distritais da formação de Vila Verde.

No distante nordeste transmontano, encostado a Espanha, o Vila tinha, no embate desta jornada, além dos pontos, o orgulho em jogo e fugir ao último lugar da tabela classificativa era uma das missões que o todo o staff técnico, diretivo e jogadores, tinham em mente. Não foi possível porque o GD Mirandês foi melhor e, verdade seja dita, não fosse a excelente exibição de Miguel Palha, poderíamos estar a falar de um resultado mais desnivelado.

Num sintético duro e com o tempo ameno, o Vila entrou melhor e Pedro Pereira, logo aos seis minutos, obrigou Manú a fazer uma excelente intervenção, com o guarda-redes da equipa da casa a enviar a bola para canto. O Vila dava mostras de querer ganhar, mas tudo não passou deste tímido assomo, a partir daqui, começou a brilhar Miguel Palha com um punhado de boas intervenções que foram adiando aquilo que Waldemar, aos 31 minutos fez: o primeiro golo.

Jogada rápida pela direita conduzida por Isah, fica-se com a sensação que estaria em fora de jogo quando recebeu a bola, que depois de entrar na área cruzou atrasado para a zona de rigor com o avançado brasileiro a fazer o primeiro da tarde e o seu primeiro golo no campeonato.

Depois deste golo, a figura maior foi Zola, que teve à sua disposição três ocasiões de golo cantado. E se na primeira a cabeçada saiu muito torta e ao lado da baliza, na segunda, Palha desviou e na terceira, no cara a cara contra Zola, Zé Campos e Henrique, o guarda-redes do Vila foi enorme, aguentou firme a posição e quando Zola rematou, fez uma espargata que susteve, com mestria, aquilo que parecia o mais fácil, o golo.

Antes disso, André Salvador, tinha sido substituído por se ter sentido mal, naquela que seria a primeira contrariedade para a equipa de Gaspar Silva.

O intervalo surgiu com a vitória, parcial e justa, do clube da casa.

Na segunda parte, esperava-se uma reação da equipa forasteira, mas logo no arranque dos segundos 45 minutos, Nené perdeu a bola em zona proibida, Henrique foi lesto ao desenvencilhar-se do capitão do Vila e colocou, aos 49 minutos, o esférico novamente dentro da baliza do desamparado Miguel Palha. Esta vantagem de dois golos colocava o Vilaverdense em situação (ainda mais) incómoda e dava maior tranquilidade à formação orientada por Manuel Matias.

A partir daqui, com muito coração, mas sem muita lucidez, o Vila começou a tentar carregar mais sobre a linha defensiva do Mirandês, mas as bolas eram escassas e aquelas que por ali surgiam, a defensiva e o guarda-redes da equipa da casa, conseguiam, com maior ou menos dificuldade, aliviar.

Aos 66 minutos, Gaspar Silva viu-se novamente forçado a mexer por lesão, Pedro Pereira, com queixas, cedeu o seu lugar a Kenny Valinhas.

O tempo não andava, corria para o fim e aos 71 minutos, Gabi, na cobrança de um livre do meio da rua, obrigou Manú a nova intervenção de qualidade. Este momento despertou o Vilaverdense e logo de seguida, aos 72 minutos, depois de uma boa jogada de ataque, a bola chegou até Hugo Costa na esquerda, que cruzou com conta peso e medida para a área onde Paulinho, depois de travar com o peito, rematou de pé esquerdo para fazer um belíssimo golo, com a bola a entrar junto ao ângulo da baliza de Manú, que dessa vez nada conseguiu fazer.

Com este golo o Vila começou a acreditar que poderia, no mínimo empatar, lançou-se na frente só que destapou as costas e foi Palha, que nestes minutos de assalto do Vilaverdense à baliza contrária, foi mantendo a sua equipa viva no jogo com excelentes intervenções. Por outro lado, o Vila tentava chegar à frente, bombeava a bola para a área contrária, mas, invariavelmente, as mesmas eram cortadas ou saíam pela linha de fundo.

Não se pode dizer que o Vila não tentou, tentou e muito, mas sem a lucidez necessária nem o rigor exigido. A formação minhota saiu de Trás os Montes derrotada e com a descida de divisão consumada. Daqui para a frente, resta ao plantel do Vila, dignificar a camisola e tentar, cada jogador, valorizar-se.

Ao Vilaverdense resta começar a preparar a nova época, de forma a que a queda aos distritais seja um mal menor, porque a nova temporada, está aí, ao virar da esquina.

FICHA DO JOGO

ESTÁDIO: Municipal de Santa Luzia (Miranda do Douro)

ÁRBITRO: Helder Marques (AF Viseu)

GD MIRANDÊS:

Manú, Isah, Mané, Ernest e Alberto; Romário, Francis Okoli e Zé Campos (Saidu Musa, 84’); Henrique, Zola (DjoDjo, 88’) e Waldemar (João Sousa, 71’);

TREINADOR: Manuel Matias.

VILAVERDENSE FC:

Miguel Palha, Gabi, Nené, Pedro Araújo e Hugo Costa; Rodilson, Paulinho e André Salvador (Tomás Gama, 26’); Nuno Pereira (Rui Neves, 57’), Pedro Pereira (Kenny Valinhas, 66’) e Tiago Vilela;

TREINADOR: Gaspar Silva.

DISCIPLINA:

AMARELOS

GD MIRANDÊS: Manú, 90+3’;

VILAVERDENSE FC: André Salvador, 10; Paulinho, 52’; Hugo Costa, 79’; Kenny Valinhas, 82’ e Rodilson, 90+1;

VERMELHOS: nada a registar

GOLOS: (1-0) Waldemar, 31’; (2-0) Henrique, 49’ e (2-1) Paulinho, 72’;

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